terça-feira, 15 de julho de 2014

NEA envia técnico a Divinópolis, MG, para analisar mortandade de peixes.

NEA envia técnico a Divinópolis
para analisar mortandade de peixes

Mortandade é provocada pela baixa oxigenação da água, diz Secretaria.
Em oito dias peixes foram encontrados mortos pela 2ª vez na cidade.

Anna Lúcia Silva Do G1 

 
Poluição compromete oxigenação da água
(Foto: Reprodução/TV Integração)
Peixes foram encontrados mortos no Rio Itapecerica (Foto: Reprodução/TV Integração) O Núcleo de Emergência Ambiental (NEA) deve enviar nos próximos dias um técnico ambiental para analisar as causas da mortandade ocorrida em pouco mais de uma semana no Rio Itapecerica, em Divinópolis.
O órgão informou ao G1 que recebeu um relatório da Polícia de Meio Ambiente da cidade com um Boletim de Ocorrência e fotos do último registro de mortandade no rio, que ocorreu domingo (13), quando centenas de peixes foram encontrados mortos no Bairro Porto Velho.
Esta é a segunda vez que peixes morrem no Rio Itapecerica em oito dias. Na semana passada, moradores que caminhavam na pista de cooper também encontraram cardumes boiando no rio. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente adiantou que a morte dos peixes foi provocada pela baixa oxigenação da água, agravada pelo esgoto.
Segundo o coordenador do Núcleo de Emergência Ambiental, Milton Franco, após a análise, será solicitada à Prefeitura e a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) uma intervenção concreta sobre a situação do rio. "Se for constatado que se trata de esgoto in natura lançado no rio será necessária a intervenção desses órgãos", diz.

Peixes foram encontrados mortos às margens do
Rio Itapecerica (Foto: Reprodução/TV Integração)
Peixes foram encontrados mortos às margens do Rio Itapecerica em Divinópolis (Foto: Reprodução/TV Integração) A Prefeitura informou que há dois meses o laudo de uma pesquisa realizada pela Companhia de Saneamento também apontou a baixa oxigenação da água, em função do esgoto no rio e baixo nível da água. Essa situação pode se repetir, segundo a Secretaria de Meio Ambiente. A prefeitura informou ainda que monitora a situação juntamente com a Copasa e que durante esta semana um plano para retirada dos aguapés será anunciado, o que vai ajudar a amenizar a situação.
A cena dos peixes mortos revoltou os moradores ribeirinhos. "Milhares de peixes tentando sobreviver e não têm oxigênio. Dá até vontade de chorar ao ver a situação que o rio se encontra, é muito triste", diz a pensionista Diva Nascimento.
"Não é possível que não podem fazer nada para evitar essa tragédia ambientel", lamenta a educadora física Mariana Leonel.

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