quarta-feira, 23 de julho de 2014

Lixo hospitalar continua depositado em terreno baldio de Divinópolis, MG.

Lixo hospitalar continua depositado em terreno baldio de Divinópolis

Local funcionou irregularmente há mais de dois anos no Distrito Industrial.
Proprietários não foram localizados para responder sobre o caso.

 
Do G1 
 
Lixo é descartado a céu aberto
(Foto: Reprodução/TV Integração)
Lixo é descartado a céu aberto (Foto: Reprodução/TV Integração) O problema com o lixo hospitalar descartado a céu aberto no Distrito Industrial em Divinópolis continua sem solução. Em meio aos detritos estão agulhas contaminadas e materiais sujos de sangue. Uma denúncia anônima levou uma equipe da Vigilância Sanitária de Divinópolis a visitar o local em 2013, quando ficou constatado que se tratava de um depósito irregular de lixo hospitalar. A delegada pediu a prisão preventiva dos responsáveis pelo lixo e o processo foi encaminhado à Justiça. Contudo, os responsáveis pelo descarte não foram localizados para que autuação fosse comunicada.
Ainda de acordo com a assessoria do promotor de Meio Ambiente, Alessandro Garcia, será proposta uma ação criminal contra a empresa poluidora e uma a ação civil pública de reparação dos danos ambientais contra a empresa e o município, que segundo o promotor, foi omisso no dever de fiscalização.
O local do descarte, que fica no Distrito Industrial da cidade, teve o alvará de funcionamento cassado em março de 2011, mas, até 2013 mantinha as atividades, ou seja, depois de dois anos e alguns meses continuou a funcionar irregularmente. Até o momento os proprietários não foram localizados para que autuação seja comunicada e, de acordo com a gerente da Vigilância Sanitária, Andréa Delareti, a vistoria no local já não era periódica porque a empresa foi aberta para incineração de resíduos. "Mesmo com a licença cassada eles continuavam suas atividades sem a ciência dos órgãos responsáveis", comentou.


Proprietários da empresa que faz o descarte não foram encontrados (Foto: Reprodução/TV Integração) 
Proprietários da empresa que faz o descarte não foram encontrados 
(Foto: Reprodução/TV Integração)


A Vigilância Sanitária ainda não descobriu a origem do lixo hospitalar armazenado em Divinópolis e apesar do alerta do risco de contaminação nas embalagens, qualquer pessoa pode entrar no local uma vez que o portão fica aberto. O muro, além de ser baixo, falta uma parte.
Um operário que trabalha perto do galpão e preferiu não ser identificado conta que até pedaço de um pé humano já foi visto lá. "É muito mau-cheiro, incomoda todo mundo que trabalha por aqui, além de ser um risco de pegar uma doença grave", desabafou.
Por se tratar de uma área particular, não existe ainda uma previsão de quando o lixo será retirado, como explicou a diretora de Meio Ambiente, Silvia Ribeiro. "O que existe hoje naqueles depósitos não é do município e nós entendemos que a cidade não tem condições de retirar o material de lá porque isso irá gerar um gasto muito alto, em torno de R$ 500 mil", disse.

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