sexta-feira, 25 de julho de 2014

Comic-Con começa nos EUA com famílias e fanáticos por HQ no público.

Comic-Con começa nos EUA com famílias e fanáticos por HQ no público

Feira de histórias em quadrinhos e de cultura pop vai de 24 a 27 de julho.
Conferência deve gerar US$ 177 milhões para a cidade de San Diego.

 
Da EFE
 
Allie Shaughnessy se fantasiou de Mística, a mutante dos X-Men, para ir à feira Comic-Con Internacional, em San Diego (EUA) (Foto: Sandy Huffaker/Reuters) 
Allie Shaughnessy se fantasiou de Mística, a mutante dos X-Men, para ir à feira Comic-Con Internacional, em San Diego (EUA) (Foto: Sandy Huffaker/Reuters)


A Comic-Con, convenção mais importante das histórias em quadrinhos e dos cinemas, começou nesta quinta-feira (24) em San Diego (EUA), cidade que por quatro dias será invadida por super-heróis e zumbis.
O envolvimento da cidade com o evento dos quadrinhos, o gênero fantástico e a ficção científica é tão grande que o prefeito Kevin Faulconer não hesitou em descer em uma tirolesa de dez metros de altura e 40 de altura para aterrissar, literalmente, no palco de inauguração. "Comic-Con é um ativo enorme para a cidade", comentou o vereador Todd Gloria, que também deslizou pelo cabo, instalado pela rede de televisão Fox para promover a série "Gotham".

Fã vestido de Homem-Aranha durante a Comic-Con 2014, em San Diego (EUA). (Foto: Denis Poroy/France Presse)Fã vestido de Homem-Aranha durante a Comic-Con 2014, em San Diego (EUA). 
(Foto: Denis Poroy/France Presse)
A edição 2014 da Comic-Con vai gerar para a cidade mais de US$ 177 milhões, dos quais quase US$ 80 milhões virão dos expositores. O perfil dos que visitam a Comic-Con evoluiu desde o início dos anos 70. De uma pequena reunião de fanáticos por histórias em quadrinhos, a feira se transformou em uma cúpula da cultura pop para todas as idades.
Pelos corredores do Centro de Convenções de San Diego não é raro encontrar pais de primeira viagem carregando um recém-nascido, empurrando um carrinho de bebê ou, como é o caso de Erik Jensen, ensinando ao filho que não pode golpear uma estátua do Batman com seu martelo de Thor. "Mais gente vai querer tirar uma foto aqui, Kevin", dizia Jensen ao filho.
Ele estava fantasiado de Capitão América e convenceu seu filho a se vestir de Thor, e não de Super Mario como o garoto queria. O plano do pai era interpretar uma versão familiar de "Os Vingadores", da Marvel. "Amanhã ele virá de Super Mario", prometeu Jensen.

Os Power Rangers compareceram à feira Comic-Con Internacional, em San Diego (EUA). (Foto: Chelsea Lauren/France Presse)Os Power Rangers compareceram à feira
Comic-Con Internacional, em San Diego (EUA).
(Foto: Chelsea Lauren/France Presse)
 
Em alguns casos são os pais que apresentam aos filhos o gênero fantástico. Em outros, o interesse pelo evento é do casal. Assim aconteceu com a mexicana Laura Mendívil, de 29 anos, que desde 2007 cruza a fronteira de Tijuana, cidade onde mora, para conhecer as novidades das superproduções de Hollywood antes de todo os seus amigos.
Foi o marido dela, Julio Cárdenas, de 28 anos, que a apresentou a Comic-Con. Neste ano, eles têm esperança de ver de perto o diretor de cinema Peter Jackson e a equipe que prozud os filmes da Marvel.
Apesar de o auditório comportar 6,5 mil pessoas, a procura por um lugar é tão grande que a única forma de garantir um espaço é fazer fila na véspera. No ano passado, Laura e Cárdenas ficaram na fila na rua desde as 3h para entrar na conferência de Marvel.
"Cochilei, mas não havia nada para me cobrir. Este ano me comprei um saco de dormir. Há quem venha com colchões infláveis", contou Cárdenas. "Este ano viemos preparados. Sexta-feira vamos fazer fila a partir das 10 da noite para conseguir lugares mais próximos. Vale a pena", contou Laura. Eles querem ver a conferência em que Jackson adiantará novidades da terceira parte da saga "O Hobbit", ao lado dos atores Cate Blanchett, Orlando Bloom, Evangeline Lilly e Luke Evans. O filme estreia em dezembro. A apresentação da Marvel acontecerá sete horas e meia depois.
Nos últimos anos os expositores dos estúdios de Hollywood e as cadeias de televisão tomaram o centro do Centro de Convenções, onde só resistem as grandes empresas de história em quadrinhos como Marvel, DC Comics ou Dark Horse, enquanto o resto se conforma em ocupar um lugar secundário.

Um desatento visitante fantasiado de Capitão América sobe as escadas rolantes, à frente de Loki, o irmão de Thor, na feira Comic-Con 2014, em San Diego (EUA). (Foto: Denis Poroy/France Presse) 
Um desatento visitante fantasiado de Capitão América sobe as escadas rolantes, à frente de Loki, o irmão de Thor, na feira Comic-Con 2014, em San Diego (EUA). 
(Foto: Denis Poroy/France Presse)

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