sexta-feira, 18 de julho de 2014

Ativistas fazem topless em protesto contra vagão só para mulheres em SP.

Ativistas fazem topless em protesto contra vagão só para mulheres em SP

Grupos querem que lei aprovada pela Assembleia seja vetada por Alckmin.
Lei quer evitar assédio de mulheres no transporte público.

Do G1 

 
Protesto na Praça da Sé, no centro de São Paulo (SP), contra a liberação do vagão especial para mulheres no metrô, nesta sexta-feira (18). No último dia 04/07, a ALESP aprovou o PL (Projeto de Lei) 175/2013, que obriga as empresas de transporte urbano a manterem, no mínimo, um vagão em cada composição para uso exclusivo das mulheres em trens e metrôs. O objetivo, segundo o PL, é evitar casos de assédios sexuais. (Foto: Alice Vergueiro/Futura Press/Estadão Conteúdo) 
Ativistas levaram cartazes em ato. (Foto: Alice Vergueiro/Futura Press/Estadão Conteúdo)

Mulheres protestaram nesta sexta-feira (18) na Praça da Sé, no centro de São Paulo, contra a destinação de um vagão especial para mulheres no sistema metroferroviário. Em 4 de julho, a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) aprovou projeto de lei que que obriga as empresas de transporte urbano a manterem, no mínimo, um vagão em cada composição para uso exclusivo das mulheres em trens e metrôs.

O objetivo, segundo o projeto, é evitar casos de assédios sexuais registrados principalmente nos horários de pico devido à superlotação. A proposta ainda precisa ser sancionada pelo governador Geraldo Alckmin.
De acordo com o Palácio dos Bandeirantes, o projeto ainda não chegou até Alckmin. "Quando chegar, o governador terá 15 dias úteis para analisá-lo. A análise será feita sob o ponto de vista técnico e do interesse público", informou em nota.
Movimentos feministas questionam a eficácia dos espaços exclusivos apelidados de "vagões rosas" e alegam que a separação segrega as mulheres com o suposto intuito de proteção. A proposta dos movimentos é buscar medidas alternativas contra os assédios sexuais, como campanhas de conscientização que não restrinjam a liberdade e o direito de ir e vir das cidadãs e que reafirmem o direito de ocupar o espaço público com segurança e dignidade, além de punição mais rigorosa para os assediadores.

Mulheres protestam na Praça da Sé contra o "vagão rosa". (Foto: Alice Vergueiro/Futura Press/Estadão Conteúdo) 
Mulheres protestam na Praça da Sé contra o "vagão rosa". 
(Foto: Alice Vergueiro/Futura Press/Estadão Conteúdo)

Nenhum comentário:

Postar um comentário