quinta-feira, 19 de junho de 2014

Argentina anuncia calote na dívida.

Argentina anuncia que não pagará próxima parcela da dívida

Ministério da Economia diz que decisão judicial dos EUA é empecilho.
Corte ordenou que Argentina pague US$ 1,3 bilhão a fundos especulativos.

Da France Presse
 
Ministro da economia argentino.
(Foto: ALEJANDRO BELVEDERE/TELAM/AFP)
Ministro da economia argentino diz que país tentará negociar pagamento de dívida determinado pela Justiça. (Foto: ALEJANDRO BELVEDERE / TELAM / AFP) O ministério da Economia da Argentina anunciou nesta quarta-feira (18) que não poderá honrar o próximo pagamento da sua dívida reestruturada, previsto para 30 de junho, em Nova York, devido à decisão de um tribunal dos Estados Unidos de suspender uma medida cautelar.
A Corte de Apelações do Segundo Distrito de Nova York ordenou nesta quarta que seja executada a condenação à Argentina, que deve pagar aproximadamente 1,3 bilhão de dólares aos fundos especulativos em um litígio que remonta aos meses posteriores à moratória declarada pelo país em 2001.
"A suspensão do 'stay' (medida cautelar) por parte da justiça impossibilita o pagamento em Nova York da próxima parcela da dívida reestruturada e revela a ausência de vontade de negociação em condições distintas às obtidas na sentença ditada pelo juiz Griesa", destaca o ministério da Economia.
A nota lamenta a decisão que ordena a execução da sentença do juiz Thomas Griesa, de deliberou a favor dos fundos especulativos, conhecidos como "Abutres" na Argentina, em um processo que já dura 12 anos.
O comunicado reafirma "a disposição da Argentina de pagar os credores da dívida reestruturada, aos quais sempre tem oferecido as mesmas condições, de acordo com a lei do país".
Na segunda-feira, a Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou revisar a sentença do juiz Griesa.
Em 2012, esse mesmo juiz havia dado razão aos fundos NML Capital e Aurelius, que compraram títulos podres argentinos e se negaram a aderir ao reescalonamento oferecido pelo país em 2005 e 2010.
Na audiência desta quarta-feira, advogados da Argentina comunicaram à corte que uma delegação viajará a Nova York na próxima semana para tentar negociar com os fundos.
"Estamos preparados para sentar (em negociação) com eles", afirmou Robert Cohen, que representa a NML.
A presidente argentina, Cristina Kirchner, disse na segunda-feira (16) que seu país não voltará a declarar moratória, mas ressaltou, contudo que a Argentina "não será submetida à extorsão".

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