quarta-feira, 28 de maio de 2014

Vítimas de explosões a caixas em MG mudam rotina após crimes.

Vítimas de explosões a caixas em MG mudam rotina após crimes

Reportagem da série 'Crimes Sem Fim' conversa com baleado em Pains.
Dentista de Moema mudou consultório e comerciante tirou caixa da loja.

Do G1
 
Na segunda matéria da série especial “Crimes Sem Fim”, a reportagem do MGTV conversou com as vítimas das explosões a caixas eletrônicos e que têm chamado a atenção das autoridades em Minas Gerais. O presidente do Sindicato Rural de Pains chegou a ser baleado pelos criminosos enquanto passava pelo local e uma dentista de Moema viu o escritório vizinho a uma agência bancária ficar destruído após uma explosão no local.
As polícia Militar e Civil informaram que estão preparadas para agir efetivamente neste tipo de ação. "Nosso serviço de inteligência tem repassado muitas informações que contribuíram para que novas explosões fossem concretizadas", informou o delegado regional Ivan Lopes. “Aqueles suspeitos envolvidos em explosões são acompanhados durante o cumprimento da pena e caso sejam beneficiados com alguma saída temporária, eles são monitorados para evitar novos ataques”, acrescentou o comandante da 7ª Região de Operações Especiais, tenente-coronel Marcelo Augusto dos Santos.
Em abril deste ano, o presidente do Sindicato Rural de Pains, Wilson Chaves, foi baleado enquanto passava próximo a uma agência no Centro da cidade. Ele foi atingido por estilhaços da bala calibre 12 que atingiram três partes do corpo dele.
Wilson ainda se recupera dos ferimentos. “Eles gritaram para eu sair dali e já começaram a atirar. Um dos disparos me acertou. Só vi aquele buraco no meu peito e na hora pensei que ia morrer”, recordou. O filho dele, Paulo Henrique Chaves, viu toda a ação. “O criminoso não tem nada a perder, ele não liga se acertou uma pessoa inocente. Foi uma cena horrível”, contou.
Mesmo não sendo alvo dos criminosos, a dentista Laís Israel Gontijo sofreu consequências da explosão a um caixa em Moema. O consultório dela ficou destruído depois que uma agência bancária próxima ao local foi alvo dos criminosos. “Quando fui procurar um novo lugar para o meu consultório, priorizei aqueles que não eram próximos de bancos e locais onde havia caixas eletrônicos”, explicou.
Em Pedra do Indaiá, a ação dos criminosos em outubro do ano passado foi ainda mais ousada. O portão do quartel da Polícia Militar (PM) foi trancado por criminosos com correntes e cadeado para bloquear a saída dos policiais que estavam no local, enquanto eles explodiam um caixa eletrônico. “Eles planejaram toda a ação. Quando fui acionado pelo sargento que estava de plantão no quartel, levei uma ferramenta para quebrar a corrente usada para trancar os policias que estavam do lado de dentro e enquanto isso eles aproveitaram para explodir a agência”, disse o cabo Jonas da Silva.
Segundo o assessor jurídico Ronaldo Andrade Sousa, a ação fez com que o departamento jurídico procurasse por medidas para evitar novas explosões na cidade. “Solicitei da gerente do banco que câmeras fossem instaladas na agência e uma porta de aço para fechar o local após às 22h”, comentou.
Caixa eletrônico foi retirado de faculdade por medo
de explosões (Foto: Reprodução/TV Integração)
caixa eletrônico Divinópolis MG faculdade (Foto: Reprodução/TV Integração) Em Divinópolis as explosões registradas principalmente em estabelecimentos comerciais mudaram a avaliação dos empresários em ter caixas eletrônicos nas lojas. O que antes era um atrativo de clientes, se tornou um problema para os comerciantes. “Passei a correr o risco de ter o meu estabelecimento destruído durante a explosão de um caixa. Por mim, não vale a pena ter um caixa eletrônico mais na minha loja”, justificou o empresário Joao Batista de Lacerda.
Segundo o diretor geral de uma faculdade, Francisco Resende, para o local não ser o próximo alvo dos criminosos, o caixa eletrônico que ficava na faculdade foi retirado. “Essa medida foi tomada pensando na segurança dos alunos, professores e funcionários. O risco que gerava para a comunidade não compensava manter os caixas na faculdade”, argumentou.

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