sábado, 31 de maio de 2014

Disputa por vira-lata leva duas famílias à polícia e decisão vai parar na Justiça.

Disputa por vira-lata leva duas famílias à polícia e decisão vai parar na Justiça

Caso em Araraquara, SP, põe em lados opostos primeiras donas e a atual.
Por conta da briga, cachorro atualmente tem dois nomes: Simba e Bob.

Do G1 
 
'Guarda' de vira-lata é disputada por duas famílias em Araraquara, SP (Foto: Mateus Rigola/Tribuna Impressa) 
'Guarda' de vira-lata é disputada por duas famílias em Araraquara, SP
(Foto: Mateus Rigola/Tribuna Impressa)
 
 
A disputa de duas famílias pela 'guarda' de um cão vira-lata virou caso de polícia em Araraquara (SP). De um lado, a proprietária de uma lanchonete Natasha dos Santos, de 25 anos, e a companheira Rosa Maria Almeida de Sá, de 38 anos, primeiras donas do animal. Do outro, a dona de casa Débora de Oliveira, de 25 anos, que cuida do cachorro há seis meses. As duas partes envolvidas registraram boletim de ocorrência na Polícia Civil. O caso será encaminhado à Justiça.
Segundo Natasha, Simba, nome que deu ao vira-lata de quase um ano, sumiu dia 19 de janeiro deste ano. "Nós estávamos passeando quando ele escapou da guia e desapareceu. O procuramos por dois dias, até encontrá-lo em um condomínio no bairro Vale do Sol. Quando o vi, ele veio correndo até mim, porque me reconheceu, mas logo uma família o chamou de Bob e o trancou em casa", contou.
Simba ou Bob? Famílias disputam cão e caso vai
à Justiça (Foto: Mateus Rigola/Tribuna Impressa)
Simba ou Bob? Famílias disputam vira-lata e caso vai para a Justiça em Araraquara (Foto: Mateus Rigola/Tribuna Impressa) Natascha disse que a família não quis devolver o animal. "Tentamos conversar, mas pediram para que saíssemos de lá de forma grosseira. Depois de quase um mês, voltei ao local, mas a família alegou que os filhos já tinham se apegado ao cão. Então, registrei boletim de ocorrência por furto/roubo, mas até hoje a polícia não fez nada", lamentou.
Ela alega sofrer com a ausência do cachorro e não pensa em adquirir um novo animal. "Até hoje eu fico depressiva por não tê-lo, ele é o meu primeiro cão. Ele dormia comigo. É muito triste acordar todos os dias e não encontrá-lo. Além disso, sinto que Simba precisa de mim, não adianta eu pegar outro cão, não tem como substituí-lo", disse.
Para ela, Simba é como um filho. "Eu cuidava dele. Quando ele sumiu, passava por tratamento contra carrapatos, tenho todos os remédios que ele tomou, todas as provas que ele era meu. Estou disposta a fazer qualquer coisa para tê-lo novamente", ressaltou.


Outro lado

Segundo Débora de Oliveira, a atual proprietária de Bob, nome que deu ao vira-lata, o cão foi abandonado. "No dia 21 de janeiro, ele foi deixado no condomínio onde moro com meu marido e três filhos. Um vizinho me contou que abriram o portão e o deixaram lá. Como ele sabia que eu gosto de cuidar de animais, ofereceu a mim. Quando entrei com o cachorro em casa, meus filhos começaram a brincar com ele e gostaram. Nisso, eu falei que ia ficar com ele até achar um dono, porém, meu filho se apegou muito e acabamos ficamos com Bob", contou.
Débora contou que as antigas proprietárias do animal foram até o condomínio, mas não houve acordo. “Eu estava com ele no pátio do condomínio quando uma moça entrou no prédio falando que o cachorro era dela. Eu chamei meu vizinho, que disse que o Bob tinha sido abandonado. Ele confirmou a história para ela. A principio, meu marido queria devolver o cão, mas meu filho já estava apegado. Como a mulher foi arrogante, eu acionei a Polícia e fiz boletim de ocorrência", disse.
A dona de casa disse ter sido orientada a sondar se as antigas donas poderiam comprovar a propriedade do animal por meio de algum documento. "Ela foi embora e eu pensei que iria voltar com alguma prova, mas não retornou. Depois de um mês, ela apareceu praticamente me ameaçando, e, então, falei a ela que entrasse na Justiça”, contou.
Ela não cogita abrir mão do cão. “Minha menina entrou em desespero quando pensou que o Bob ia embora. Cuidamos muito bem dele, já o levei no veterinário. O que eu puder fazer para não o tirarem de mim, irei fazer”, afirmou


Justiça

De acordo com o delegado Edivaldo Ravena, ambas as partes deverão apresentar documentos que comprovem a propriedade do animal. Após essa etapa, o caso será encaminhado para avaliação da Justiça.

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