sábado, 10 de maio de 2014

Começar a se exercitar depois dos 40 anos não é tarde demais.

Começar a se exercitar depois dos 40 anos não é tarde demais, diz estudo

Pesquisadores compararam a função cardíaca de homens que iniciaram a prática de exercícios antes dos 30 e depois dos 40 anos — e constataram resultados praticamente idênticos

Os benefícios da atividade física de alta intensidade independe de quando a prática se iniciou

Os benefícios da atividade física de alta intensidade independe de quando a prática se iniciou  
(Thinkstock)
 
Um estudo apresentado nesta sexta-feira no Congresso EuroPRevent 2014, na Holanda, apontou que começar a fazer exercícios intensos antes dos 30 ou depois dos 40 anos oferece os mesmos efeitos positivos ao coração. Com isso, os pesquisadores concluíram que iniciar a prática de atividade física após os 40 anos não é tarde demais para beneficiar a saúde cardíaca.
CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Cardiac benefits of endurance training: 40 years old is not too late to start​

Onde foi divulgada: Congresso EuroPRevent 2014, na Holanda.

Quem fez: D Matelot, F Schnell, C Ridard, G Kervio, N Ville e F Carre.

Instituição: Universidade de Renees, na França
Resultado: Segundo cientistas, começar a realizar exercícios intensos aos 30 ou 40 anos oferece os mesmos benefícios ao coração.
 
O estudo contou com a participação de 40 homens saudáveis (que não apresentavam riscos cardiovasculares) com idades entre 55 e 70 anos. Os participantes foram divididos de acordo com a quantidade de exercício que realizavam e a idade em que deixaram o sedentarismo. Dez voluntários nunca tinham se exercitado por mais de duas horas por semana em toda a vida e trinta se exercitavam por pelo menos 7 horas semanais por cinco anos seguidos. Dos participantes fisicamente ativos, dezesseis iniciaram na atividade física antes dos 30 anos e catorze depois dos 40. As modalidades escolhidas eram, sobretudo, ciclismo ou corrida.


Cada um dos homens foi avaliado por teste ergométrico e ecocardiograma. Os exames constataram que a frequência cardíaca em repouso foi similar entre os dois grupos que faziam atividade física. No caso dos sedentários, a frequência era 10 batidas por minuto (bpm) mais rápida — ou seja, o coração deles precisa de mais batimentos para bombear sangue. O consumo máximo de oxigênio — medida de condicionamento físico — também foi parecido entre os que se exercitavam, mas significantemente menor nos sedentários.
Os cientistas constataram que a função diastólica (a capacidade do ventrículo esquerdo de se encher de sangue quando o coração está relaxado) foi melhor nos praticantes de atividades físicas, independentemente da idade em que tenham começado a se exercitar, do que entre sedentários. "Nunca é tarde demais para mudar o estilo de vida e começar a se exercitar. A atividade física sempre será benéfica para o coração e o bem-estar. Trocar o elevador pelas escadas já é um ótimo começo", diz o coautor da pesquisa David Matelot, da Universidade de Rennes, na França.

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