segunda-feira, 24 de março de 2014

Time peruano paga R$ 27.890 por racismo contra Tinga.

Racismo contra Tinga rende multa de R$ 27.890 a time peruano

Em caso de reincidência, Real Garcilaso também pode ter estádio fechado

Tinga sofreu com atitudes racistas da torcida peruana em partida da Libertadores, em fevereiro
Tinga sofreu com atitudes racistas da torcida peruana em partida da Libertadores, em fevereiro (Luiz Fernando Menezes/Fotoarena)

Mais de um mês depois das ofensas racistas sofridas por Tinga, do Cruzeiro, na Copa Libertadores, a Conmebol anunciou nesta segunda-feira uma multa ao Real Garcilaso, do Peru, de 12.000 dólares (cerca de 27.890 reais) e uma advertência pelo episódio. O meia do Cruzeiro ouviu os torcedores peruanos imitarem sons de macaco antes de entrar no segundo tempo da derrota para o Garcilaso por 2 a 1, no dia 12 de fevereiro. Toda vez que Tinga tocava na bola, os insultos eram repetidos. A entidade também afirmou que, em caso de reincidência, o Real Garcilaso pode ter seu estádio fechado.

Em nota, a Conmebol condenou o ato: “A Conmebol reitera seu compromisso de combater qualquer forma de discriminação e atos racistas em suas competições. Com esta prioridade, reforçamos a vigilância de todos os árbitros e dos delegados das partidas para advertir e denunciar este tipo de infração.” Na súmula da partida, o árbitro José Argote não relatou nenhum tipo de atitude racista da torcida peruana. Pelo Regulamento Disciplinar da Conmebol, casos de discriminação durante jogos organizados pela entidade podem levar a perda de pontos e até a eliminação da competição.

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