sábado, 22 de março de 2014

Papa nomeia vítima de abuso para comissão sobre pedofilia.

Francisco nomeia integrantes de comissão para proteção das crianças

Um teólogo e o arcebispo de Boston fazem parte da comissão.
Segundo o Vaticano, haverá outras nomeações.

Da France Presse
 
 
Um peregrino joga um boné para o Papa Francisco durante a audiência geral na Praça de São Pedro (Foto: Vincenzo Pinto) 
Um peregrino joga um boné para o Papa Francisco durante a audiência geral na Praça de São Pedro (Foto: Vincenzo Pinto)
 
 
O teólogo argentino Humberto Miguel Yáñez e outras sete pessoas, entre elas o arcebispo de Boston, Sean Patrick O'Malley, foram nomeados pelo Papa Francisco para integrar uma comissão de especialistas para a proteção das crianças nas instituições da Igreja.
Uma mulher que foi molestada por um padre quando era criança também foi nomeada como parte do grupo que irá ajudar a Igreja Católica lutar contra o abuso sexual clerical de menores que tem assombrado a instituição há mais de duas décadas.
A vítima é Marie Collins, que foi abusada em sua terra natal, a Irlanda, na década de 1960, e fez campanha para a proteção das crianças e por justiça para as vítimas de pedofilia clerical.
Os primeiros oito membros do grupo, quatro mulheres e quatro homens, são de oito países diferentes e incluem o cardeal de Boston Sean O'Malley, a ex-primeira-ministra polonesa Hanna Suchocka e a baronesa Sheila Hollins, psiquiatra britânica.
"O principal objetivo dos integrantes será preparar os estatutos da comissão e definir suas competências e funções", diz o texto.
Segundo o Vaticano, o Papa irá nomear mais pessoas para integrar a comissão.
A formação de um grupo de especialistas, inicialmente anunciado em dezembro, ocorre apenas um mês depois de a Nações Unidas acusar a Igreja de colocar sua reputação como prioridade em detrimento do bem-estar das crianças e impondo uma "lei do silêncio" entre os clérigos sobre a questão da abuso sexual.
As acusações de que o papa Francisco não tenha tomado uma posição suficientemente forte contra o abuso sexual clerical mancharam as críticas positivas que ele recebeu ao chegar ao primeiro aniversário da sua eleição para o papado na semana passada.

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