sexta-feira, 21 de março de 2014

Menina tem intoxicação após beber leite Elegê.

Menina de 8 anos tem intoxicação após beber leite Elegê no Rio, diz mãe

Manoela Fróes ingeriu líquido no sábado e passou mal durante a semana.
Lote da bebida teve venda proibida pelo Procon por estar impróprio.

Isabela Marinho Do G1

Rio de Janeiro Fiscais do Procon-RJ constataram que leite Elegê estava impróprio para consumo, então, venda foi suspensa (Foto: Rosani Abreu/ Procon-RJ) 
Fiscais do Procon Carioca constataram que leite Elegê estava impróprio para consumo, então, venda foi suspensa na quinta-feira (Foto: Rosani Abreu/ Procon Carioca)
 
 
A pequena Manoela Fróes, de 8 anos, sofreu uma intoxicação alimentar após ingerir leite da marca Elegê no sábado (15), segundo a mãe dela. Mônica Fróes disse ao G1 que comprou quatro caixas do produto na sexta-feira (14) e que, desde o dia seguinte, sua filha apresentava sintomas como dores abdominais e náuseas. Depois de ler a reportagem sobre a suspensão das vendas do leite Elegê, Mônica olhou os lotes e se deu conta de que duas caixas pertenciam ao conjunto de produtos que teve a venda proibida pelo Procon Carioca. O órgão recebeu inúmeras denúncias de consumidores e constatou que o produto está impróprio para o consumo. De acordo com o Procon, os lotes CDSA16:533, CDNZ23:553, e CDVP06:093 já foram recolhidos.
"Desde sexta-feira ela vem indisposta. Passei sábado, domingo e os outros dias fazendo dieta, dando soro e nada de melhora. Isso foi assim que ela tomou café com leite. Quando li essa notícia, suspendi o leite. A médica disse que vai levar uns três ou quatro dias para ela se recuperar", contou Mônica.
Mônica foi até o Procon Carioca que a encaminhou à Delegacia do Consumidor. O leite vai ser periciado e, junto com as receitas médicas, ela poderá conseguir seus direitos com a empresa Brasil Foods (BRF), que produz o leite.
A venda do leite Elegê está proibida em todo o estado do Rio de Janeiro desde esta sexta-feira (21). Por volta das 10h, o Procon-RJ começava uma operação de recolhimento do produto em mercados de Niterói e São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, e em São João de Meriti, Nova Iguaçu e Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Segundo o Procon estadual, serão recolhidas amostras do leite para análise. Até o resultado dos exames, a venda estará suspensa. Na quinta-feira (20), a venda do leite já havia sido proibida na capital, de acordo com o Procon Carioca.


Mais lotes serão analisados

De acordo com o balanço divulgado por volta das 13h, ao menos 200 litros de leite foram apreendidos no Supermercado Extra, no Centro de Niterói. A fiscalização também irá recolher amostras de cada lote do leite Elegê que estiver à venda para análise do Laboratório Central de Saúde Pública do Rio de Janeiro Noel Nutels (Lacen-RJ). O leite retirado das prateleiras ficará guardado nos próprios supermercados e a venda permanecerá suspensa pelo menos até sair o resultado desses exames. Os estabelecimentos que não acatarem essa determinação serão multados.
O Procon Carioca, órgão da Secretaria Municipal de Defesa do Consumidor, da Prefeitura do Rio, informou na tarde desta sexta (21) que a empresa Brasil Foods, proprietária da marca  Elegê, comprometeu-se a apresentar na próxima segunda-feira (24) laudo técnico de laboratório credenciado pelo Ministério da Agricultura sobre o leite Elegê. Fiscais do órgão recolheram 6, 5 mil litros de leite da marca em seis mercados da cidade.
O Procon Carioca orienta aos consumidores que não consumam o  leite da marca até  a completa elucidação dos fatos. A empresa Brasil Foods ficou de apresentar também um plano de indenização aos consumidores lesados.


Leia a íntegra da nota da BRF:

"Com relação à suposta impropriedade alegada sobre o Leite Desnatado Elegê, informarmos que todas as linhas de produção operadas pela BRF são submetidos a rígidas normas de inspeção, com a finalidade de garantir a qualidade de seus produtos. Por precaução e visando total transparência, informamos que a alegada impropriedade se trata de uma quebra da cadeia de proteína que gera sabor e cor alterada no produto, o que não causa danos à saúde ou à integridade física dos consumidores. Reforçamos que o fato não possui relação com o crescimento microbiológico e/ou adição de químicos."

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