segunda-feira, 17 de março de 2014

Brasileira é morta a facadas em Paris.

Brasileira que morava em Paris é morta quando voltava do trabalho

Ela foi assassinada a facadas após sair de um supermercado da cidade.
A família é do TO e a vítima morava em Palmas antes de ir para a Europa.

Monique Almeida Do G1


Tocantinense morava há oito anos na Europa, segundo a família dela (Foto: Reprodução/Facebook) 
Tocantinense morava há oito anos na Europa, segundo a família dela 
(Foto: Reprodução/Facebook)
 
 
Uma tocantinense foi assassinada a facadas em Paris (França), na noite da última quinta-feira (13), quando voltava para a casa dela na rua Olivier-Métra após sair do trabalho, em um supermercado da cidade. Segundo parentes de Katiane Lopes Pires, de 28 anos, a mulher morava na Europa há oito anos com o marido, Gedeão Tadeu Sobrinho, de 34 anos,  com quem teve dois filhos, um menino de sete e uma menina de cinco anos. Ele é o principal suspeito do crime e foi preso na sexta-feira (14), conforme as informações dos parentes de Katiane.
Ainda de acordo com a família, a mulher estava há três meses separada do marido porque ele a agredia. "Ela procurou a polícia lá [em Paris]. Eles tiveram uma audiência e perguntaram para a Katiane se ela queria que ele fosse preso. Ela disse que não porque pensava nos filhos. A única coisa que ela queria era que ele ficasse longe dela", contou uma das primas da vítima, Larissa Nunes de Oliveira.
Katiane chegou a fazer uma postagem em uma rede social, em que dizia: "Já estava escrito. Eu e você não era para sempre. É estranho quando tudo que você pensava que era amor, na verdade era um fogo de palha que rendeu dois preciosos tesouros para gente. Na verdade foi o que fizemos de melhor." Amigos e parentes lamentaram a morte da jovem na publicação.


Amigos e parentes lamentaram a morte da tocantinense nas redes sociais (Foto: Reprodução/Facebook) 
Amigos e parentes lamentaram a morte da tocantinense nas redes sociais 
(Foto: Reprodução/Facebook)
 
A prima da vítima explica que Sobrinho não teria aceitado o fim do relacionamento e que fazia muitas ameaças a mulher. Por isso, agora a família teme pelas crianças. "A nossa maior preocupação agora é com as crianças. Elas estão com uma irmã dele [do suspeito] e não sabemos se as informações que ela nos passa são verdadeiras. Ela disse que ele está preso, mas questionamos se é verdade. Estamos apreensivos e tememos pelos filhos dela", argumentou Larissa.
A família ainda reclama da falta de informações sobre o ocorrido. Conforme relatos dos parentes, apesar do apelo, o governo não está passando informações sobre o caso. Enquanto isso, a angústia da família só aumenta. "Queremos saber o que está acontecendo. Por quê não querem nos falar?", questiona a prima de Katiane.
A irmã da vítima, Klebya Raylla Lopes Pires, disse outro problema enfrentado pela família é o translado do corpo da vítima. "Nós não temos condições de pagar as passagens para trazer ela. Calculamos que seja uns 7,8 mil euros [cerca de R$ 25,5 mil]".
O G1 entrou em contato com o Itamaraty e a assessoria de imprensa do órgão confirmou a morte da brasileira, mas disse que o caso está em investigação e não dará mais detalhes. O Itamaraty também informou que ficou ciente do caso somente nesta segunda-feira (17) e que vai prestar assessoria jurídica para a família de Katiane, principalmente, na questões que envolvem a liberação do corpo.


Repercussão

Os jornais da França repercutiram o caso. Segundo o Le Parisien, informações preliminares contam que após discutir com a vítima, Gedeão Tadeu Sobrinho desferiu vários golpes de faca nas costas de Katiane e fugiu. A mulher teria morrido uma hora depois do ataque. Antes de morrer, ela teria contado para uma testemunha o nome do agressor, que foi preso pelos investigadores da polícia parisiense na tarde da última sexta-feira (14), em Saint-Ouen.

Manchete do Le Parisien: Suposto assassino de jovem brasileira é preso (Foto: Reprodução/Le Parisien) 
Manchete do Le Parisien: Suposto assassino de jovem brasileira é preso 
(Foto: Reprodução/Le Parisien)

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