terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Para metade do mundo, 2014 será 'melhor', diz pesquisa.

Para metade do mundo, 2014 será 'melhor', diz pesquisa


Pesquisa ouviu mais de 60 mil pessoas em 65 países
Quase a metade do mundo acredita que 2014 será melhor do que o ano que termina, pelo que indica uma pesquisa que ouviu mais de 60 mil pessoas em 65 países.
Desde 1977, a pesquisa de opinião de fim de ano da Win/Gallup pergunta a pessoas ao redor do mundo se elas estão mais otimistas em relação ao ano que chega.
Neste ano, a consulta revelou que 48% dos entrevistados acham que 2014 será melhor do que 2013; 28% acham que será igual, 20% acham que será pior e 5% não sabem ou preferiram não responder.
O número de pessoas com uma visão otimista para o ano que começa tem sido o mais alto desde 1990, o último ano em que mais pessoas previram um ano pior adiante.
Entre os cerca de 2 mil brasileiros entrevistados, o percentual dos que acreditam que o ano de 2014 será melhor do que 2013 é bem mais alto do que a média internacional, 57%, contra 14% que acham que será pior; 24% acham que será igual, 5% não sabem ou preferiram não responder.
A pesquisa Win/Gallup também verificou a percepção de felicidade dos entrevistados, e constatou que 60% destes se sentem "felizes", contra 12% que se dizem "infelizes".


No Brasil, o percentual de consultados que se dizem felizes sobe a 71%. Os mais felizes, porém, são os habitantes de Fiji, onde 88% se declaram em tal condição.
A população também se mostrou bastante "feliz" em países como Colômbia (86%), Arábia Saudita (80%), Finlândia (78%) e Argentina (78%).
Os números mais altos de "infelizes" estão na Tunísia (48%), Territórios Palestinos (43%), Líbano (38%) e França (33%).
Ao todo, o Win/Gallup ouviu 67.806 pessoas, pessoalmente e por telefone, entre setembro e dezembro de 2013. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos.

Declínio do Estado

Desde 1977, a pesquisa verificou uma tendência de ascensão no otimismo dos entrevistados, com algumas variações, como a "alta" observada em 2004-5.


O vice-presidente do Win/Gallup International, Ijaz Gilani, diz que o declínio global no papel do Estado tem aumentado a "sensação de poder" do cidadão comum, o que explicaria o otimismo.
A enquete também sugere que o otimismo em relação a 2014 não está necessariamente associado a prosperidade econômica: em todo o mundo, 32% acham que haverá mais prosperidade do que em 2013, enquanto 30% pensam que haverá redução, de acordo com Win/Gallup.
No caso do Brasil, 49% acreditam em aumento da prosperidade em 2014, contra 21% que acreditam em piora do quadro econômico.
Embora a maior parte dos consultados eleja o próprio país como morada preferencial, quando questionados em que lugar gostariam de morar caso pudessem viver em outro país, 9% dos entrevistados elegeram os Estados Unidos (o país isoladamente com a maior preferência), seguidos por 7% que gostariam de ir para a Austrália.
O Brasil foi o escolhido de apenas 1% do total dos entrevistados; por outro lado, foi escolhido por 6% dos entrevistados argentinos, 10% dos libaneses e 13% dos mexicanos.
 

Se o sonho americano faz a cabeça de muita gente mundo afora, por outro lado os Estados Unidos aparecem como principal ameaça à paz internacional, com 24% das menções dos entrevistados.
Mesmo países vizinhos, como México (37%) e Canadá (17%) - e os próprios americanos (13%) - compartilham dessa mesma visão.
O Paquistão está em segundo lugar nas "ameaças globais", o que pode ter uma explicação regional - 15% da população mundial vivem em seu vizinho e arquirrival, a Índia.
A sondagem também perguntou se o mundo estaria melhor se mais políticos fossem do sexo feminino.



Quase 50% dos entrevistados disseram que não faria diferença. Na maioria dos países de maioria muçulmana, é alto o ceticismo quanto à possibilidade de as mulheres fazerem um trabalho melhor.
Japão, Quênia e Tailândia, que atualmente têm uma mulher como primeiro-ministro, também são bastiões da dúvida. Mas a Colômbia lidera uma série de países da América do Sul que pensam que as mulheres podem fazer do mundo um lugar melhor.
No Brasil, 41% acham que as mulheres fazem diferença na política, contra 45% que dizem não haver diferença. E apenas 9% dizem que é pior com elas no poder. Na vizinha Argentina, os percentuais são, respectivamente, 21%, 63% e 7%.
Na Colômbia, as mulheres estão em alta: 63% acreditam que, com elas no poder, o mundo seria melhor, o mais alto percentual no planeta.

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