quarta-feira, 31 de julho de 2013

Mãe oferece bebê na internet por R$ 10 mil.

Polícia de PE apura denúncia de venda de bebês pela internet

Página em rede social foi criada para intermediar negociações.
Crianças são ofertadas por preços que variam de R$ 7 mil a 10 mil.

Do G1 

Página no Facebook vende bebês por até R$ 10 mil, suspeita políciaA Polícia Civil de Pernambuco começa a investigar, nesta quarta-feira (31), um suposto esquema de venda ilegal de bebês pela internet. A página foi criada, em Pernambuco, no início do mês, no Facebook. Lá, mulheres grávidas oferecem seus bebês a quem tem vontade de adotar por preços que variam entre R$ 7 mil e R$ 10 mil. As informações iniciais foram levadas à polícia pelo Ministério Público de Pernambuco.
O delegado do Departamento de Polícia da Criança e do Adolescente (DPCA) do Recife, designado para o caso, Ademir de Oliveira, contou que uma mulher interessada na compra trocou e-mails com uma das gestantes. "Soubemos de uma pessoa, que me parece que queria obter o bebê para adoção. Em certo momento, a mulher que ofereceu a criança falou em dinheiro, então ela denunciou", explicou Ademir.
O trabalho dos agentes pretende identificar as pessoas, chegar até elas e até as crianças e observar cada caso de negociação. A polícia vai analisar os diálogos entre as mães das crianças e as pessoas que pagariam as recompensas para avaliar se houve realmente o crime. O delegado informou ainda que o artigo 232 do Estatuto da Criança e do Adolescente fala que ofertar criancas para adoção com pagamento ou recompensa penaliza tanto a pessoa que oferece como quem paga pela criança. "A conduta criminal vem de ambas as partes", disse.
Ademir alerta à população que há um procedimento legal e seguro para adotar crianças, que investiga a vida das famílias em questão e descobre se a pessoa ou casal pretendendo adotar tem condições de sustentar um bebê. "Quando a pessoa utiliza um sistema não oficial, ela pode estar negociando com um pedófilo, um traficante de drogas, de pessoas. Queremos, com essa investigação, preservar estas crianças", afirmou Ademir.
A polícia ainda não pode afirmar se já houve alguma negociação realizada e concluída através da página na internet.

Mergulhador encontra tubarão de dois metros amarrado e esfaqueado no fundo do mar.

Mergulhador encontra tubarão de dois metros amarrado e esfaqueado no fundo do mar

 
O mergulhador registrou a cena Foto: Robb Westerdyk

Um mergulhador se surpreendeu ao dar de cara com um tubarão com cerca de dois metros e 120 quilos, amarrado no fundo do mar da Austrália, e esfaqueado no peito. Em entrevista ao site Courier Mail, Robb Westerdyk disse que nunca havia se deparado com uma cena desse tipo, tão “bárbara”.
O australiano mergulha há 40 anos, e estava nadando com alguns amigos depois de explorar um naufrágio ali perto, no estado de New South Wales.
- No final do nosso mergulho, nos deparamos com essa cena de barbárie, um tubarão-mako de dois metros amarrado pela barbatana. Isso deve ter sido feito por algum pescador que não deveria estar por ali, já que a área é de preservação ambiental - disse o australiano.
Westerdyk trabalha em construção civil e faz fotos subaquáticas de maneira amadora. Ele registrou a cena e cortou a corda que amarrava o tubarão. O animal afundou em seguida.
- Foi horrível ver isso - frisou.
O animal estava morto há dias
 
O animal estava morto há dias Foto: Robb Westerdyk 
 
O australiano acredita que o tubarão já estava morto há alguns dias. Isso porque poucas pessoas mergulham no local - uma reserva ambiental na cidade de Adelaide - durante a semana. O grupo em que ele estava foi o primeiro a ver o animal naquela situação, no sábado.
Robb Westerdyk não sabe quem fez aquilo, nem o porquê. Ele imagina que pode ter sido um pescador fazendo piada com outros pescadores, ou tentando assustar mergulhadores.
- Mas em 40 anos de mergulho, nunca vi nada assim - repetiu. - É um ato sem sentido, tirar a vida do animal assim, sem qualquer propósito.
Não se sabe quem fez isso

Orelha humana é recriada em laboratório.

Orelha humana é recriada em laboratório

Massachusetts General Hospital
Orelha recriada em laboratório com tecido animal tem a mesma flexibilidade natural da cartilagem, afirmam cientistas norte-americanos 
Orelha recriada em laboratório com tecido animal tem a mesma flexibilidade natural da cartilagem, afirmam cientistas norte-americanos
 
 
Cientistas americanos dizem ter dado um passo na direção de produzir uma orelha humana completa em laboratório, a partir de células de um paciente.
Em uma nova experiência de engenharia de tecidos, os pesquisadores conseguiram desenvolver uma orelha humana com tecido animal. O substituto artificial tem a flexibilidade de uma orelha real, dizem os pesquisadores do Massachusetts General Hospital, em Boston, Estados Unidos.

Regeneração: veja frequência que 
órgãos do corpo trocam de células
Arte/UOL A técnica pode um dia vir a ser usada para ajudar pessoas que tenham perdido ou deformado a orelha, eles acreditam.
A engenharia de tecidos é um campo crescente na ciência médica, no qual órgãos substitutos são feitos em laboratório. Anteriormente, os pesquisadores haviam produzido um ouvido artificial, do tamanho do de um bebê, no dorso de um rato.
No mais recente estudo, apresentado na publicação científica Journal of the Royal Society Interface, tecidos vivos de vacas e ovelhas foram usados junto a uma armação de arame flexível, que tinha a forma 3D de um verdadeiro ouvido humano.
O órgão produzido foi, em seguida, implantada num rato cujo sistema imunológico havia sido desativado, permitindo à orelha crescer.
"Nós demonstramos a primeira orelha humana adulta", disse à BBC Thomas Cervantes, que liderou o estudo.
O avanço foi significativo por várias razões, disse ele. "Primeiro, fomos capazes de manter a forma da orelha, após 12 semanas de crescimento no rato. Em seguida, porque conseguimos manter a flexibilidade natural da cartilagem."

 
Cientistas da Universidade de Princenton, nos Estados Unidos, mostraram um ouvido biônico que pode escutas frequências do rádio muito além do alcance da audição humana. Uma combinação de cultura de células animais e de cartilagem foi usada para fazer o molde da orelha, assim como a antena em espiral do ouvido biônico, que foi impresso em 3D em junho de 2013 pela primeira vez Mel Evans/AP
 

Arame de titânio

As células foram cultivadas em uma armação de arame de titânio, que é modelada de acordo com a dimensões de uma verdadeira orelha humana, feita a partir de uma tomografia computadorizada.
O novo trabalho mostra que, em teoria, é possível criar células suficientes - pelo menos em animais - para fazer uma orelha humana em tamanho real.
"Em um modelo clínico, o que gostaríamos de fazer é colher uma pequena amostra de cartilagem do paciente e, em seguida, fazer o mesmo processo", disse Cervantes. "Esta pesquisa é um passo significativo na preparação para testes clínicos em humanos."
Ele disse que espera que o processo avance para os testes em cerca de cinco anos.
Outra pesquisa em órgãos feitos por bioengenharia está progredindo rápido: cerca de dez pacientes receberam transplantes de dutos respiratórios artificiais revestidos com células-tronco retiradas do paciente ou de um doador.
Paralelamente, um rim cultivado em laboratório foi transplantado para um rato, onde começou a produzir urina.

Governo desiste de 2 anos a mais em cursos de medicina.

Governo desiste de incluir dois anos extras na graduação de medicina

Ministro diz que agora proposta é aproveitar 2 anos extras como residência.
No primeiro ano, recém-formado prestaria serviço em emergência do SUS.

Fabiano Costa Do G1

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, afirmou nesta quarta-feira (31) que o governo decidiu alterar um dos pontos do programa Mais Médicos: o que previa a ampliação de seis para oito anos do período de graduação em medicina – nos dois anos extras eles teriam de prestar serviços no Sistema Único de Saúde (SUS).
De acordo com o ministro, o governo decidiu acatar a proposta de comissão de especialistas que analisa o programa. Pela proposta, os dois anos extras serão aproveitados como residência médica, que tem caráter de especialização e atualmente não é obrigatória. Com isso, os estudantes de medicina não ficariam impedidos de se formar após os seis anos de curso.
Se prevalecesse a proposta original do programa Mais Médicos, a formação em medicina poderia durar até dez anos: oito de graduação (obrigatórios) e dois de especialização (residência médica).
Mais Médicos Info V2 26.7 (Foto: Editoria de Arte/G1) Segundo a nova proposta, os médicos recém-formados farão a especialização durante a residência médica, como atualmente, mas, no primeiro ano, a atuação será necessariamente no setor de urgência e emergência de uma unidade do SUS. No segundo ano, o recém-formado atuaria na área de especialização que escolheu.
"Isso [a proposta de que os médicos recém-formados atuem na urgência e emergência do SUS durante a especialização] dialoga com a medida provisória e criou uma unanimidade entre todos os diretores de faculdades, a Associação Brasileira de Educação Médica e a comissão de especialistas. Houve unanimidade neste entendimento, e a gente acolhe isso de forma muito positiva", disse o ministro após reunião sobre o programa Mais Médicos com reitores de universidades federais e entidades de medicina no Ministério da Educação.
O ministro Mercadante afirmou que o governo pretende assegurar, até 2017, acesso a bolsa de residência médica para todos os estudantes formados em medicina. Segundo a assessoria do Ministério da Educação, quando as bolsas estiverem disponíveis, a residência médica passará a ser obrigatória.
De acordo com a assessoria, ainda não há uma definição sobre os casos de médicos recém-formados que optarem por fazer clínica geral e decidirem não se especializar. Não se sabe se, nessa hipótese, o recém-formado faria somente o primeiro de residência em um setor de urgência e emergência do SUS ou se teria de cumprir os dois anos.
A obrigatoriedade de prestação de serviços por dois anos no SUS era um motivos de crítica das entidades médicas ao programa Mais Médicos, do governo federal.
Medida provisória

Após negociar a alteração de parte das regras do Mais Médicos com os dirigentes das universidades, Aloizio Mercadante disse que irá levar a nova proposta ao relator da medida provisória na comissão especial que está sendo criada pelo Congresso Nacional para analisar o projeto.
Segundo o ministro, a última palavra sobre a proposta de incorporação dos novos médicos ao SUS no período da residência médica será do Congresso.  
"Quem vai decidir, evidentemente, ao final do processo, é o Congresso Nacional. E vamos imediatamente abrir essa discussão no âmbito do Conselho Nacional de Educação", afirmou.

Pastor Malafaia intimida fiéis a não denunciarem pastores ladrões.

Pastor Malafaia intimida fiéis a não denunciarem pastores ladrões

 
Foto: Reprodução

Um vídeo bastante polêmico foi postado nesta segunda-feira (29) no YouTube: o pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus, faz uma pregação intimidadora aos fiéis. Ele pede aos crentes para não denunciarem os pastores ladrões, "pois ninguém deve se meter com os ungidos de Deus".

"Fico vendo caras que chegaram agora ao Evangelho e ficam julgando pastores na internet", diz Malafaia no vídeo. Para ele, quem calunia pastores não é crente. Segundo o líder religioso, a solução é trocar de igreja e não se meter com "quem é ladrão e pilantra".
Ainda de acordo com Malafaia, quem resolve enfrentar esse tipo de religioso "vai arrumar problema para a vida". "Meu irmão, isso é coisa muito séria, eu já vi gente morrer por causa disso. Não toma atitude contra pastor, não entra nessa furada", prega ele no fim do vídeo. É uma ameaça ou é apenas um aviso para evitar confusão?

Suspeita relata como matou amiga em GO: 'Ela ficou muito desesperada'.

Suspeita relata como matou amiga em GO: 'Ela ficou muito desesperada'

Menor apreendida diz que atraiu vítima até sua casa em Jataí; veja vídeo.
Bianca Pazinatto, de 18 anos, teria sido assassinada por duas colegas.

Do G1 

Uma das adolescentes suspeitas de assassinar a facadas a estudante universitária Bianca Mantelle Pazinatto, 18 anos, em Jataí, no sudoeste de Goiás, disse que a jovem tentou lutar antes de morrer. “Ela se debateu e queria gritar. Ficou muito desesperada”, contou a menor de 17 anos em entrevista à TV Anhanguera. Ela e outra garota de 16 anos, também suspeita de participar do crime, estão apreendidas.
O corpo de Bianca foi encontrado na segunda-feira (29) na casa da menina mais velha, embrulhado em sacos plásticos. Segundo ela, a motivação do assassinato seria a recusa da vítima em manter um relacionamento amoroso. "Ela não ia ficar comigo. Não queria que ficasse com mais ninguém também", declarou. Antes da morte, a garota escreveu uma carta para a universitária declarando sua paixão por ela.
Na entrevista, a menor explicou que atraiu Bianca até a casa dela com a desculpa de que as duas “precisavam conversar”. “Depois da aula na faculdade ela foi até lá. Eu entrei primeiro e ela me seguiu por um corredor. Ao chegar próximo a um quatro, minha amiga apareceu e a segurou. Depois disso, a levamos para o quarto”, contou.
Ao perceber que corria perigo, a vítima tentou se livrar das amigas. “Minha colega continuou segurando-a e eu tapei sua boca. Depois, amarrei seus pés e mãos. No quarto, percebemos que não tínhamos mais o que fazer”, relatou a adolescente.

A Polícia Civil encontrou um caderno que reforça a suspeita de que o crime foi premeditado. Em uma folha, estavam listados os objetos que deveriam ser utilizados para matar Bianca, entre eles uma faca, luvas, e até uma barra de ferro.
Segundo o delegado que investiga o caso, André Fernandes, as suspeitas fizeram anotações do que precisariam para matar a amiga e descreveram como se livrariam do corpo e pertences da vítima. “Pega tudo e põe no saco. Ir para Estrela Dalva e queimar. Carregamos a infeliz até o local e queimamos”. No texto, elas ainda apontam cuidados a serem tomados durante a ação, como ligar a televisão e cobrir a placa do carro.

Adolescente listou o que precisava e como cometeria o crime em Jataí, Goiás (Foto: Saulo Prado/ Arquivo Pessoal) 
Adolescentes listaram o que precisariam para cometer o crime 
(Foto: Saulo Prado/ Arquivo Pessoal)


Questionada sobre o caderno, a menina respondeu que tudo saiu da cabeça das duas, sem planejamento. “As anotações foram feitas na hora, sem pensar muito, simplesmente saíram. Minha colega estava junto comigo e a gente escreveu, não imaginamos o outro dia”, relatou a suspeita.
As duas menores suspeitas pelo crime foram encaminhadas na terça-feira (30) para Goiânia. O Conselho Tutelar de Jataí solicitou a transferência, pois temia que a integridade física das duas não pudesse ser resguardada na cidade em função da forte comoção popular.


Crime

Bianca Mantelle saiu de casa na manhã de segunda-feira dizendo que ia à casa de uma amiga, mas ela não retornou à tarde, o que preocupou a família. Os parentes comunicaram o desaparecimento aos policiais.


Estudante é encontrada morta na casa de amiga
(Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)
Estudante é encontrada morta na casa de amiga em Jataí, Goiás (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera) Após horas de buscas, a Polícia Civil rastreou mensagens do celular da vítima e chegou à residência de menina mais velha. O corpo estava embrulhado em sacos plásticos embaixo da cama do quarto da suspeita.
Antes do assassinato, a garota de 17 se declarou para Bianca em uma carta. "Te amo muito, não por escolha, meu coração te escolheu sozinho, não me deu chance de defesa", dizia o texto.

A adolescente ainda alerta Bianca para que algo ruim não aconteça. "Perdi tudo para você e isso está partindo meu coração. Lembre-se de tomar cuidado, pois muitas coisas bonitas tornam-se ruins lá fora".


Enterro

Com a presença de familiares e amigos, o corpo da universitária foi sepultado no final da manhã de terça-feira, em Jataí. A família está transtornada com a morte da menina.
Bianca cursava biomedicina na Universidade Federal de Goiás. Conforme amigos, ela morava em Goiânia para estudar. No entanto, voltou a viver em Jataí há pouco tempo para ficar mais perto da família.

Aeroportuários entram em greve no país.

Funcionários da Infraero fazem greve no Aeroporto de Congonhas

Até por volta das 7h, funcionamento de aeroporto em SP era normal.
Paralisação atinge 63 terminais controlados pela estatal em todo país.

Do G1

Cartaz anuncia paralisação de funcionários da Infraeroo em Congonhas (Foto:  Alex Falcão/Futura Press/Estadão Conteúdo) 
Cartaz anuncia paralisação de funcionários da Infraeroo em Congonhas 
(Foto: Alex Falcão/Futura Press/Estadão Conteúdo)
 
 
Os funcionários da Infraero, a estatal que administra os principais aeroportos, cruzaram os braços no Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, na madrugada desta quarta-feira (31). O movimento, que acontece em 63 terminais em todo o país, no entanto, não atrapalhava o funcionamento de Congonhas até por volta das 7h, como informou o Bom Dia São Paulo. 
Três voos foram cancelados nesta manhã, mas, segundo as companhias aéreas, os problemas não têm relação com a manifestação dos grevistas, ainda de acordo com o Bom Dia São Paulo. No balanço das 7h divulgado pela Infraero, dos 19 voos previstos para acontecer até esse horário apenas um estava atrasado.

Os funcionários faziam um apitaço e bloqueavam escadas rolantes por volta das 7h50. Segundo o Sindicato Nacional dos Aeroportuários, a greve é por tempo indeterminado e atinge 90% dos funcionários.
Os grevistas pedem, entre outras coisas, aumento salarial de 16% e manutenção das atuais condições do plano de saúde. 
Uma assembleia deve acontecer no Aeroporto de Congonhas para discutir as propostas com os trabalhadores na tarde desta quarta-feira.
A Infraero, que tem cerca de 13,6 mil funcionários, disse que negocia o acordo coletivo com o sindicato. A empresa informou ter um plano de remanejamento de funcionários para manter os serviços essenciais.

Médicos acusados de retirar órgãos de criança ainda viva são julgados em Poços de Caldas (MG).

Médicos acusados de retirar órgãos de criança ainda viva são julgados

Profissionais respondem pela remoção dos órgãos do menino Paulo Pavesi.
Caso aconteceu em 2000 e revelou a suposta “Máfia dos Órgãos”.

Jéssica Balbino Do G1

Caso veio à tona após a morte de um menino de 10 anos, Paulo Pavesi (Foto: Reprodução EPTV) 
Paulo Veronesi Pavesi foi morto aos 10 anos em Poços de Caldas (MG). 
(Foto: Reprodução EPTV)
 
 
Começam  nesta quarta-feira (31) as audiências de instrução e julgamento do caso sobre  a retirada e o possível tráfico de órgãos do menino Paulo Veronesi Pavesi, morto aos 10 anos em Poços de Caldas (MG).  O caso aconteceu no ano 2000 e ganhou repercussão internacional. Os médicos Celso Roberto Frasson Scafi, Cláudio Rogério Carneiro Fernandes e Sérgio Poli Gaspar são acusados de pertencer à chamada “Máfia dos Órgãos”. Eles serão julgados pelo crime, com o agravante de tê-lo praticado em pessoa viva, resultando em morte, segundo a Lei de Transplantes. Esta será a primeira vez que os médicos envolvidos no ‘Caso Pavesi’ serão ouvidos em audiência.
Segundo o Ministério Público, o julgameneto de hoje é apenas um dos processos que apura a morte do menino.  Na ocasião, Paulinho, como era conhecido, caiu de uma altura de 10 metros do prédio onde morava e foi levado para o pronto-socorro do Hospital Pedro Sanches. Ainda de acordo com o Ministério Público, o menino teria sido vítima de um erro médico durante uma cirurgia e foi levado para a Santa Casa de Poços de Caldas, onde teve os órgãos retirados por meio de um diagnóstico de morte encefálica, que supostamente teria sido forjado.
No julgamento, previsto para durar dois dias,  29 testemunhas, entre defesa e acusação, serão ouvidas no Fórum de Poços de Caldas.  Os médicos Celso Roberto Frasson Scafi e Cláudio Rogério Carneiro Fernandes, já foram condenados em 1ª instância em fevereiro deste ano por outro crime. A dupla teria feito a retirada ilegal de órgãos do pedreiro José Domingos de Carvalho, morto aos 38 anos em abril de 2001, na Santa Casa de Poços de Caldas. Os dois médicos recorreram da condenaçção e aguardam a decisão da Justiça em liberdade.


Juiz Narciso Alvarenga Monteiro de Castro
conduz as audiências. (Foto: Reprodução EPTV)
Juiz Narciso Alvarenga Monteiro de Castro fala sobre novidades no caso Pavesi. (Foto: Reprodução EPTV) As audiências  serão conduzidas pelo juiz Narciso Alvarenga Monteiro de Castro, que em março deste ano teve o pedido de afastamento do caso negado pela 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Na ocasião os advogados de Celso Roberto Frasson Scafi e  Cláudio Rogério Carneiro Fernandes pediram o afastamento do magistrado alegando que o juiz teria demonstrado parcialidade em relação aos casos. A liminar foi suspensa no mês passado e o juiz voltou a presidir as audiências dos processos referentes ao tráfico de órgãos na cidade.
Os advogados dos médicos acusados foram procurados pelo G1 e informaram que vão se manifestar durante o julgamento.


Caso Pavesi desmonta esquema de tráfico de órgãos

As investigações do ‘Caso Pavesi’ já se arrastam por 13 anos. Em 2002, quatro médicos: José Luis Gomes da Silva, José Luis Bonfitto, Marco Alexandre Pacheco da Fonseca e Álvaro Ianhez foram denunciados pelo Ministério Público por homicídio qualificado. Na denúncia consta que cada um cometeu atos encadeados que causaram a morte do menino. Entre eles, a admissão em hospital inadequado, a demora no atendimento neurocirúrgico, a realização de uma cirurgia feita por um profissional sem habilitação legal que resultou em erro médico e a inexistência de um tratamento efetivo e eficz. A denúncia aponta também fraude no exame que determinou a morte encefálica do menino.
A investigação deu origem a outros sete inquéritos e a Santa Casa de Misericórdia de Poços de Caldas perdeu o credenciamento para realizar os transplantes em 2002. O caso foi tema de discussões também no Congresso Nacional em 2004, durante a CPI que investigou o tráfico de órgãos. Os médicos foram acusados de homicídio doloso qualificado pelo Ministério Público Federal.


Retiradas de órgãos aconteciam na Santa Casa de
Poços de Caldas (Foto: Divulgação)
Retiradas de órgãos aconteciam na Santa Casa de Poços de Caldas (Foto: Divulgação) Ainda na época, o médico Álvaro Ianhez foi denunciado por chefiar a entidade MG Sul Transplantes, que realizava as retiradas dos órgãos e os encaminhava aos possíveis receptores. A organização foi apontada pelo Ministério Público como  “atravessadora” em um esquema de tráfico de órgãos humanos.
Em 2010, a Justiça determinou que a equipe médica responsável pela cirurgia de retirada dos órgãos do menino Paulo Veronesi Pavesi fosse a júri popular. O caso está no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ainda não há previsão para o julgamento. Os médicos indiciados aguardam em liberdade.


Quatro médicos são condenados por retirar órgãos de pedreiro

O juiz da 1ª Vara Criminal de Poços de Caldas, Narciso Alvarenga Monteiro de Castro, condenou em fevereiro deste ano quatro médicos envolvidos no esquema de compra e venda de órgãos humanos no Sul de Minas. A condenação se refere à retirada de órgãos de José Domingos de Carvalho, morto aos 38 anos em abril de 2001, na Santa Casa de Poços de Caldas.
Os médicos João Alberto Góes Brandão, Celso Roberto Frasson Scafi, Cláudio Rogério Carneiro Fernandes e Alexandre Crispino Zincone foram condenados a penas que variam de oito a 11 anos e seis meses de prisão em regime fechado por homicídio doloso, compra e venda de órgãos humanos, violação de cadáver e realização de transplante irregular. Segundo a Justiça, os profissionais faziam parte de uma equipe médica clandestina que removia órgãos e realizava transplantes de forma irregular. Eles recorreram da sentença e estão em liberdade.
As condenações provocaram também a reabertura do inquérito referente à morte de Carlos Henrique Marcondes, o Carlão, que foi diretor administrado do Hospital Santa Casa até o ano de 2002. Ele foi encontrado morto na época com um tiro na boca dentro do próprio carro.


Médicos condenados voltam a atender pelo SUS

No último dia 22 de março, os quatro médicos condenados conseguiram um habeas corpus que os permite a atuar novamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo a assessoria de imprensa do TJMG, além das penas, os médicos deveriam cumprir também medidas cautelares. Uma delas proíbe que eles prestem serviços médicos pelo SUS. A outra medida cautelar proíbe que os médicos se ausentem do país ou mesmo da comarca sem prévia autorização da Justiça.

Saiba como ter diploma de medicina de fora reconhecido sem o Revalida.

Saiba como ter diploma de medicina de fora reconhecido sem o Revalida

USP, Unicamp, Uerj, UFMG, UFMT e UFF possuem processos próprios.
Em 2014, UFF participará do Revalida; USP também estuda adesão.

Ana Carolina Moreno Do G1

Atualmente, médicos formados em faculdades fora do Brasil têm pelo menos sete opções para validar o diploma no país e conseguir a permissão para exercer o ofício: o Revalida, que encerrou suas inscrições na terça-feira (30), e os processos independentes realizados por pelo menos seis instituições, com regras e calendários variados: as federais Fluminense (UFF), no Rio, de Mato Grosso (UFMT) e Minas Gerais (UFMG), e as universidades estaduais do Rio de Janeiro (Uerj), de Campinas (Unicamp) e de São Paulo (USP). No ano que vem, porém, essa lista será menos diversa, já que a UFF decidiu aderir à próxima edição do Revalida. A USP também estuda integrar a prova centralizada do Ministério da Educação a partir de 2014.
Por lei, são as universidades públicas que têm a competência de validar qualquer diploma estrangeiro (desde que a instituição ofereça o curso em questão). Desde que o MEC lançou, em 2009, o Revalida (então chamado de Projeto Piloto), a grande maioria das faculdades de medicina federais e estaduais que ofereciam o serviço adotaram a prova do governo como uma das fases do processo. Nesse caso, elas continuam realizando a análise curricular e emitindo o documento de validação.
O governo não tem estatísticas sobre quais são as alternativas atuais ao Revalida, porque as instituições são autônomas, mas, entre 2010 e 2013, o número de universidades que aderiram à prova do MEC subiu de 24 para 37.
Segundo levantamento feito pelo G1, pelo menos seis ainda oferecem um processo paralelo. A advogada Mirtys Fabiany Azevedo Pereira, assessora jurídica de um site na internet especializado no procedimento, afirma que ele é marcado pela burocracia. Além de centenas de páginas de documentos com tradução juramentada (que pode custar cerca de R$ 20 mil), a maioria das instituições exige que o candidato se inscreva pessoalmente ou envie uma pessoa com procuração. "Na inscrição na UFMT eu apresentei 400 pessoas em março", contou.

Diferenças nos processos

Os mais procurados são os das federais de Mato Grosso e Minas Gerais, que tiveram, em 2013, 840 e 1.036 inscritos, respectivamente. Em São Paulo, Mirtys diz que ninguém se inscreve na USP e na Unicamp porque não há qualquer chance de aprovação. "Sempre dá carga [horária] incompatível [na análise curricular]."
O presidente da Comissão de Graduação da Faculdade de Medicina da USP, Edmund Chadad Bacarat, explica que a análise documental avalia não só a quantidade de disciplinas do curso, que em geral são as mesmas, mas também o conteúdo de cada uma. Como na USP o conteúdo é considerado forte, na maioria dos casos o candidato à validação sequer é chamado para a segunda fase (prova), porque a equivalência curricular fica abaixo dos 70% exigidos por lei. Dos três candidatos deste ano no processo realizado pela faculdade da capital, foi isso que aconteceu. Na Unicamp, quatro candidatos se apresentaram neste ano, e três processos já foram concluídos, com três reprovações.
Os coordenadores da validação na UFMT e na UFMG afirmam que suas instituições realizam a validação há mais de 20 anos e o processo é considerado transparente e eficaz. Além de terem o maior número de inscritos entre as seis alternativas (igual ou até mais alto que o próprio Revalida), elas também são as únicas que oferecem um curso de complementação de estudos, que o candidato pode fazer na própria instituição, se houver vaga, ou em uma faculdade particular. A advogada Mirtys explica que conhece apenas três instituições privadas com estrutura curricular para oferecer esse serviço, em MG, SC e TO, com preços que podem chegar a até R$ 100 mil por um ano de estudos.
As duas instituições, porém, afirmam que o nível de exigência de suas provas é o mesmo que o do Revalida e das avaliações de seus próprios estudantes de medicina. Veja abaixo os detalhes sobre como validar um diploma estrangeiro da área sem fazer a prova do MEC:


Reitoria da UFMT em Cuiabá (Foto: Divulgação)
Reitoria da UFMT em Cuiabá (Foto: Assessoria)MATO GROSSO

Onde fazer:
Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)

Fases do processo: Análise do currículo, primeira fase (prova teórica e eliminatória com entre 50 e 60 questões objetivas e dez questões discursivas e segunda fase (a partir de 2013, haverá uma prova prática aos aprovados na primeira fase). A nota de corte é 6,0. O processo todo dura até nove meses.
Oferece complementação? Sim, os cinco estudantes com as melhores notas abaixo do corte poderão fazer o estágio complementar de estudos no Hospital Universitário Julio Müller, durante um ano. Se forem aprovados na mesma avaliação aplicada nos alunos da faculdade que também fizeram o estágio, eles receberão a validação.
Taxa de inscrição: R$ 400,00 (análise curricular), R$ 600,00 (prova teórica), R$ 250,00 (prova prática)
Número de inscritos em 2013: 840
Índice de aprovação: Em 2010, foi de quase 31%; em 2011, foi de 42%. Em 2012, a nota de corte subiu de 5,0 para 6,0 pontos e, por isso, o índice caiu. Dos 932 inscritos, apenas seis foram aprovados (menos de 1%).
Outras informações: A revalidação é feita desde 1986 e tem grande procura de candidatos. Segundo o professor Hélio Moratelli, diretor em exercício da Faculdade de Medicina da UFMT, a variação no índice de aprovação se deu por conta do aumento da nota de corte. Em 2011, 705 pessoas se inscreveram e quase 300 tiveram nota acima de 5,0 (na época, essa nota garantia a aprovação). Porém, só 17 tiveram nota acima de 6,0 (nota de corte atual).


Prédio da reitoria da UFMG, em Belo Horizonte
(Foto: Pedro Cunha/G1)
Prédio da reitoria da UFMG, em Belo Horizonte (Foto: Pedro Cunha/G1)MINAS GERAIS

Onde fazer: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

Fases do processo: Análise do currículo, prova teórica (primeira fase) com 110 questões objetivas e cinco discursivas, aplicada em dois dias consecutivos e eliminatória; e prova prática (segunda fase). Para ser aprovado, é preciso acertar no mínimo 60% das questões de cada área. Esse processo dura seis meses.
Oferece complementação? Sim, quem não atingir a nota mínima pode cursar no Brasil apenas as disciplinas nas quais foram mal. Caso haja vagas, eles podem cursá-las na de graduação da UFMG, ou completar a carga horária em outra instituição e, depois, fazer uma prova apenas dessas disciplinas feita pela UFMG.
Taxa de inscrição: R$ 1.172,20 (paga no ato da inscrição, cobre todos os gastos do processo, inclusive o registro profissional, caso o candidato seja aprovado); oferece isenção parcial ou total da taxa a candidatos que preencham critérios socioeconômicos.
Número de inscritos em 2013: 1.036
Índice de aprovação: entre 19% e 21% (em 2012, dos 292 inscritos, 64 foram aprovados)
Outras informações: Faz a revalidação há mais de 20 anos. A partir de 2005, desburocratizou as exigências de inscrição. Além de permitir a inscrição pela internet, aceita a maior parte dos documentos sem tradução juramentada. Se os documentos estiverem em inglês ou espanhol, não é preciso providenciar a tradução. Todos os anos, no dia da prova, ou no dia seguinte, a UFMG aplica as mesmas questões a um grupo de estudantes voluntários de medicina da instituição, para calibrar o exame de acordo com o padrão de qualidade exigido na formação dos alunos da UFMG.


Campus da Uerj (Foto: Renata Soares/G1)
Estudantes em frente à Uerj aguardam o horário da prova (Foto: Renata Soares/G1)RIO DE JANEIRO

Onde fazer: Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj)

Fases do processo: O candidato entrega a solicitação de validação de diploma na instituição, que realiza uma primeira fase de análise da equivalência do currículo. Se não houver compatibilidade de conteúdos, uma segunda fase é feita com base em prova escrita (múltipla escolha) e prática em disciplinas básicas (clínica médica, pediatria, ginecologia-obstetrícia, cirurgia e medicina integral familiar).
Oferece complementação? Não.
Taxa de inscrição: Não informada
Número de inscritos em 2013: 14
Índice de aprovação: Não informado
Outras informações: Atualmente, a Uerj não centraliza a demanda pela validação em um processo só. De acordo com a diretora Albanita Viana de Oliveira, há cerca de 14 processos em análise. Ela afirmou ainda que a Uerj está em fase de transição para um processo periódico, com abertura pontual de inscrições, mas ainda sem detalhes definidos.


Onde fazer: Universidade Federal Fluminense (UFF)

Fases do processo: São quatro fases eliminatórias: análise do currículo, prova teórica com 100 questões, prova discursiva com cinco questões e prova prática à beira do leito do paciente; todas as provas são eliminatórias e têm nota de corte 6,0.
Oferece complementação? Não.
Taxa de inscrição: Não informado.
Número de inscritos em 2013: 138, mas só 98 compareceram à primeira prova.
Índice de aprovação: 6,1% (6 dos 98 candidatos que fizeram a prova validaram o diploma).
Outras informações: A edição de 2013 do processo de validação da UFF será a última feita paralelamente ao Revalida, segundo o professor José Antonio Monteiro, coordenador do curso de medicina da instituição. Monteiro afirmou que, a partir de 2014, já está definida a adesão da UFF ao processo centralizado do MEC.


O Hospital de Clínicas da Unicamp, em Campinas
(Foto: Imprensa / HC da Unicamp)
O Hospital de Clínicas da Unicamp, em Campinas (Foto: Imprensa / HC da Unicamp)SÃO PAULO

Onde fazer: Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
Fases do processo: Análise da documentação, avaliação teórica e prática das habilidades.
Oferece complementação? Não.
Taxa de inscrição: R$ 1.183 (cobre todos os gastos do processo, inclusive o registro profissional, caso o candidato seja aprovado)
Número de inscritos em 2013: Cinco pedidos foram feitos, e quatro já foram concluídos.
Índice de aprovação: Nenhum dos quatro pedidos foi aprovado.
Outras informações: Segundo a assessoria de imprensa da instituição, o processo é contínuo e não há um datas fixadas para a inscrição. A Unicamp afirma que faz a análise do processo em no máximo seis meses a partir da data de solicitação.


Faculdade de Medicina da USP
(Foto: USP Imagens)
Faculdade de Medicina da USP (Foto: USP Imagens)Onde fazer: Universidade de São Paulo (USP)

Fases do processo: A revalidação pode ser solicitada duas vezes por ano, em fevereiro (validação pela Faculdade de Medicina da capital) e em agosto (na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto). Segundo o site da faculdade na capital, o processo inclui análise de currículo, uma prova teórica e uma prova de habilidades em sete áreas: cirurgia, clínica médica, ginecologia e obstetrícia, medicina legal e ética médica, medicina preventiva, moléstias infecciosas e pediatria. No total, 21 itens são exigidos na bibliograda.

Oferece complementação? Não.
Taxa de inscrição: R$ 1.530,00, e R$ 90,00 para o registro.
Número de inscritos em 2013: 3 (em fevereiro)
Índice de aprovação: 0% (em fevereiro de 2013)
Outras informações: Segundo o presidente da Comissão de Graduação da Faculdade de Medicina da USP, Edmund Chadad Bacarat, as escolas da capital e de Ribeirão Preto estudam aderir, já no próximo ano, à prova do MEC para validar diplomas. Atualmente, o número de candidatos inscritos no processo da USP é pequeno e, segundo Bacarat, nos últimos três anos nenhum diploma foi validado no processo de fevereiro. Na última edição, os três candidatos sequer foram aprovados na equivalência curricular. Segundo o professor, o motivo é porque, apesar de as disciplinas serem praticamente as mesmas em qualquer faculdade de medicina, na USP o conteúdo programático destas disciplinas é considerado muito mais forte.

Turista literalmente toma um banho de cerveja.

Banho de cerveja é atração em spa na República Tcheca

Segundo o estabelecimento, bebida amacia e regenera a pele.
Banheira com água quente recebe 5 litros da bebida.

Do G1

Spa na República Tcheca oferece banho de cerveja (Foto: Divulgação/Sklárna) 
Cervejaria na República Tcheca oferece banho de cerveja (Foto: Divulgação/Sklárna)
 
 
Turistas que quiserem mergulhar (literalmente) na cultura cervejeira da República Tcheca podem não só experimentar as muitas variedades da bebida no país, mas procurar um dos “beer spas” (spa de cerveja) que atraem muitos estrangeiros.

Clientes podem beber cerveja enquanto relaxam
depois do banho (Foto: Divulgação/Sklárna)
Clientes podem beber cerveja enquanto relaxam depois do banho (Foto: Divulgação/Sklárna) Um deles fica no Sklárna, um complexo na cidade de Harrachov que reúne fábrica de cristal, cervejaria, museu e um balneário dedicado à bebida.
O banho é preparado com "água da montanha" aquecida a 36°C, à qual são adicionados 5 litros de cerveja, tanto clara quanto escura, não filtrada e não pasteurizada. A água também recebe lúpulo, que, segundo o site, atua como um antibiótico natural.
De acordo com o spa, a cerveja tem “efeito rejuvenescedor” para a pele, pois possui vitaminas do complexo B, proteínas e sais minerais que a deixam macia e regenerada.
O banho de 30 minutos, seguido por mais 30 de relaxamento e com direito a duas cervejas (essas para beber) custa R$ 80 para uma pessoa e R$ 150 para o casal, em banheira dupla.

terça-feira, 30 de julho de 2013

Jovem detalhou crime e fez carta de amor para amiga morta, diz polícia.

Jovem detalhou crime e fez carta de amor para amiga morta, diz polícia

Provas reforçam suspeita de crime premeditado, diz delegado de Jataí, GO.
Corpo da vítima foi enterrado nesta terça-feira; duas menores estão detidas.

Do G1 

Adolescente listou o que precisava e como cometeria o crime em Jataí, Goiás (Foto: Saulo Prado/ Arquivo Pessoal) 
Segundo a polícia, caderno tinha anotações sobre o crime 
(Foto: Saulo Prado/ Arquivo Pessoal)
 
A Polícia Civil encontrou um caderno que reforça a suspeita de que foi premeditado o assassinato da estudante universitária Bianca Mantelle Pazinatto, de 18 anos, em Jataí, no sudoeste de Goiás. Duas amigas da jovem, de 17 e 16 anos, foram apreendidas suspeitas de cometer o crime. Segundo a polícia, elas fizeram anotações do que precisariam para matar a amiga, na segunda-feira (29).
No caderno, estavam listados os objetos que deveriam ser utilizados para matar Bianca, entre eles uma faca, luvas, e até uma barra de ferro. O corpo da vítima foi sepultado nesta terça-feira (30). 
Em depoimento à polícia, a menina mais velha confessou ter cometido o crime pelo fato de a vítima não ter aceitado manter um relacionamento com ela. "Ela não ia ficar comigo. Não queria que ela ficasse com ninguém também", declara. Antes do assassinato, a garota ainda tinha escrito uma carta para Bianca declarando seu amor por ela.
Na declaração, a suspeita escreve "Te amo muito, não por escolha, meu coração te escolheu sozinho, não me deu chance de defesa". A adolescente ainda alerta Bianca para que algo ruim não aconteça. "Perdi tudo para você e isso está partindo meu coração. Lembre-se de tomar cuidado, pois muitas coisas bonitas tornam-se ruins lá fora", diz a carta.
Investigações

No caderno com o planejamento do assassinato, havia a descrição do que seria feito com o corpo e os pertences da vítima: “Pega tudo e põe no saco. Ir para Estrela Dalva e queimar. Carregamos a infeliz até o local e queimamos”. No texto, elas ainda apontam cuidados a serem tomados durante a ação, como ligar a televisão e cobrir a placa do carro.
Para o delegado que investiga o caso, André Fernandes, as indicações no caderno apontam que as garotas iam atear fogo no corpo da vitima no Setor Estrela Dalva. "Conseguimos identificar uma bolsa com os objetos usados no delito, inclusive, com um litro de álcool lacrado. Em sequência, elas iam queimar a vítima para diminuir as provas", informou.

Suspeita escreveu carta de amor para Bianca em Jataí, Goiás (Foto: Saulo Prado/ Arquivo Pessoal) 
Suspeita teria escrito carta de amor para Bianca (Foto: Saulo Prado/ Arquivo Pessoal)

As adolescentes foram apreendidas e encaminhadas para a delegacia da cidade. Elas devem ser transferidas para um centro de apreensão de menores infratores em Goiânia.


Enterro

Com a presença de familiares e amigos, o corpo da menina foi sepultado no final da manhã desta terça-feira, em Jataí. A família está transtornada com a morte da menina.
"Nós estamos sem resposta, sem explicação. Não temos o que falar, o que pensar. Estamos sem chão com essa brutalidade sem tamanho", declarou o tio da vítima, João Alberto Pazinatto.


Bianca foi morta a facadas, em Jataí
(Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)
Estudante é encontrada morta na casa de amiga em Jataí, Goiás (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)Desaparecimento

Bianca Mantelle saiu de casa na manhã de segunda-feira dizendo que ia à casa de uma amiga, mas ela não retornou à tarde, o que preocupou a família. Os parentes comunicaram o desaparecimento aos policiais.
Após horas de buscas, a Polícia Civil rastreou mensagens do celular da vítima e chegou à residência de menina de 17 anos. O corpo estava embrulhado em sacos plásticos embaixo da cama do quarto da suspeita.
Os pertences de Bianca também estavam no local. "Todo o material que elas usaram, inclusive a faca, foi embrulhado para possível descarte durante a madrugada", informou o delegado.
A jovem cursava biomedicina na Universidade Federal de Goiás. Conforme amigos, ela morava em Goiânia para estudar. No entanto, voltou a viver em Jataí há pouco tempo para ficar mais perto da família.

'Menino-peixe' recebe tratamento gratuito.

'Menino-peixe' recebe tratamento gratuito na China


Pan Xianhang ganhou grande atenção da imprensa chinesa e foi chamado de "Menino-peixe" por causa do aspecto da sua pele, lembrando escamas. Na verdade, o pequeno chinês nasceu com ictiose (dermatose caracterizada pela secura e aspereza da pele).

Com a repercussão do caso na mídia, um hospital de Hangzhou (China) decidiu oferecer gratuitamente tratamento para Pan. Ele está internado com a mãe.

De acordo com o site "Imagine China", a doença afetou a forma das pálpebras, do nariz, da boca e das orelhas. O movimento das pernas e dos braços também foi prejudicado.

Fotos: Barcroft Media/Other Images

Chineses recriam 'dente' a partir da urina humana.

Chineses recriam 'dente' a partir da urina humana

 
 
Dente recriado na China é rudimentar e 
menos rígido que o dente humano natural
Dente humano | Foto: BBCCientistas chineses criaram dentes rudimentares a partir de algo que poderia ser considerado improvável: a urina humana.
O resultado do estudo, apresentado pela publicação científica Cell Regeneration Journal, mostrou que a urina pode ser utilizada como fonte de células-tronco que seriam capazes de se transformar em pequenas estruturas parecidas com os dentes humanos.
O time de cientistas da China espera que a técnica possa ser desenvolvida para possibilitar a reposição de dentes perdidos.
No entanto, outros pesquisadores de células-tronco ponderam que para atingir esse objetivo muitos obstáculos ainda precisam ser vencidos.
Times de pesquisadores em todo o mundo estão estudando maneiras criar novos dentes para repor aqueles perdidos pela idade ou por má higiene bucal.


Urina


As células-tronco, que são as células capazes de se transformar em qualquer outro tipo de tecido, são assunto popular de pesquisas.
Os pesquisadores do Guangzhou Institutes of Biomedicine and Health, na China, utilizaram a urina como ponto de partida para seus experimentos.
Células que normalmente são expelidas pelo corpo, através do sistema urinário, foram alteradas em para que se tornassem células-tronco.
Uma mistura dessas células com outros materiais orgânicos retirados de ratos foi então implantada nos próprios roedores.
"Esta (a urina) é provavelmente uma das piores fontes, pois existem muito poucas células desde o início (do processo) e a eficiência de transformá-las em células-tronco é muito baixa"
Chris Mason, professor da University College of London
Os cientistas chineses afirmaram que depois de três semanas o grupo de células começou a se parecer com um dente: "a estrutura parecida com o dente continha polpa dental, dentina, espaço de esmalte (área vazia do dente que possivelmente poderia ser ocupada pelo esmalte) e órgão de esmalte (estrutura que precede o surgimento do esmalte no dente)".
Entretanto, o dente criado pelos chineses não era tão rígido quanto um dente natural.
Mas ainda que o resultado do estudo chinês não venha a ser utilizado pelos dentistas como uma opção viável, seus pesquisadores defendem que pode nortear pesquisas mais aprofundadas para se chegar ao "sonho final de total regeneração do dente humano para terapia clínica".


Fonte inadequada


Para o professor Chris Mason, da University College of London (UCL), a urina utilizada pelos chineses foi um ponto de partida inadequado.
"Esta (a urina) é provavelmente uma das piores fontes, pois existem muito poucas células desde o início (do processo) e a eficiência de transformá-las em células-tronco é muito baixa", rebate Mason.
"Você simplesmente não faria (a pesquisa) dessa forma", reforça o pesquisador da UCL.
O cientista também alertou sobre os riscos de contaminação, como aquela causada por bactérias, que seriam bem maiores se comparados ao uso de outros tipos de células.
"O grande desafio aqui é que o dente tenha polpa com nervos e vasos sanguíneos que temos que ter certeza que se integrariam para se transformarem num dente permanente".

Visita do papa consumiu ao menos R$ 109 milhões em recursos públicos.

Jornada consumiu ao menos R$ 109 mi em recursos públicos


 
MARCO ANTÔNIO MARTINS
ITALO NOGUEIRA



O gasto público com a Jornada Mundial da Juventude alcançou R$ 109 milhões, de acordo com as informações prestadas até agora pelos governos federal, estadual e municipal.
A União foi a que, até agora, divulgou o maior dispêndio para o evento católico: R$ 57 milhões na segurança da Jornada e do papa Francisco.
As Forças Armadas receberam R$ 27 milhões para alimentação e combustível consumidos durante a Jornada. Os recursos foram usados também na montagem da estrutura em Guaratiba --dois hospitais de campanha e alojamentos--, cujo custo não foi detalhado.

Outros R$ 30 milhões foram repassados para a Secretaria Especial para Grandes Eventos, ligada ao Ministério da Justiça. O dinheiro foi usado em passagens e diárias de policiais e agentes da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) deslocados para o Rio.
Os gastos se juntam aos já divulgados pelos governos estadual e municipal do Rio. Os dois relatam gastos R$ 26 milhões cada, mas não detalharam custos.
O governo do Estado afirma que custeou o transporte dos peregrinos e voluntários nos sistemas de trens e metrô.
Além disso, pagou a instalação de bolsões de recepção de ônibus com peregrinos.
Cerca de R$ 850 mil foram gastos com o evento com o papa Francisco no Palácio Guanabara. O Estado também custeou a despedida do papa na Base Aérea do Galeão.
O Estado informou que não tinha balanço atualizado após o fim do evento. Antes da Jornada, o Palácio Guanabara havia informado que o gasto estava dentro do previsto.
A prefeitura afirma que seus R$ 26 milhões foram usados para o pagamento de serviços de logística e planejamento. Parte dos gastos foi feita no entorno do Campus Fidei, em Guaratiba, que não foi usado. Entre eles a urbanização de ruas, limpeza e dragagem do rio Piraquê, vizinho ao local, e construção de passarelas para os peregrinos.
O prefeito Eduardo Paes (PMDB) afirmou que todos os gastos já seriam feitos sem a Jornada, mas que foram acelerados em razão do evento. 



Danilo Bandeira/Editoria de Arte/Folhapress

Acredite se quiser: Real é mais falsificado que dólar e euro.

Acredite se quiser: Real é mais falsificado que dólar e euro

 
Foto: Banco Central


Com a melhora na tecnologia das notas, o índice de falsificação de notas de real caiu cerca de 55% desde 2003. Eram 197 notas falsificadas por milhão há 10 anos, hoje são apenas 92 notas por milhão. Isso faz do real a segunda moeda mais falsificada no mundo perdendo para a libra inglesa, com 150 notas por milhão.

No caso do dólar, são apenas 50 notas falsificadas. O euro, moeda válida em 27 países da Europa, o índice de falsificação é o mesmo. Segundo o Banco Central, o cuidado da população ao verificar as notas e a ação da Polícia Federal são os responsáveis pela queda do índice de falsificação das notas da moeda brasileira.
A melhoria na impressão, a marca d'água, uma inscrição em alto relevo com os dizeres "República Federativa do Brasil" e um número "escondido" com o valor da nota quando se coloca a cédula na altura dos olhos são os três fatores que distinguem uma nota verdadeira de uma falsificação.
Outro fator simples, mas eficiente, contra a falsificação é o tamanho diferente para cada cédula. Os falsários costumavam dar um "banho químico" nas notas de menor valor para transformá-las em cédulas mais valiosas. É a tecnologia na luta contra os criminosos.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Número de pessoas presas em algemas atendidas por bombeiros, aumenta após "50 Tons".

Número de pessoas presas em algemas atendidas por bombeiros de Londres aumenta após "50 Tons"

Do UOL

O corpo de bombeiros de Londres viu aumentar o número de casos atendidos de pessoas presas em algum tipo de objeto, como algemas e vasos sanitários, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (29). Uma das suspeitas para o aumento, segundo os bombeiros, é o sucesso do livro "Cinquenta Tons de Cinza", da escritora E. L. James..
"Não sei qual o efeitos do "Cinquenta Tons", mas o número de incidentes envolvendo itens como algemas parece ter aumentado. Tenho certeza que a maioria das pessoas ficará 50 tons de vermelho na hora que nossa equipe chegar para libertá-los", disse o bombeiro Dave Brown, no site da corporação.
No período de 2010/2011, foram 416 casos do gênero. Em 2011/2012, o número subiu para 441 casos. Em 2012/2013, novo aumento, agora para 453 casos.
A trilogia "Cinquenta Tons de Cinza" narra a relação com toques sadomasoquistas entre Anastasia Steele e o jovem, enigmático e multimilionário Christian Grey.

Desejar ser amarrada pode ser problema psicológico? Jairo Bouer responde

Nos últimos três anos, os bombeiros da capital inglesa atenderam 79 incidentes envolvendo pessoas presas em algemas.
Para pessoas que usam algemas em seus momentos de intimidade, o site do corpo de bombeiros de Londres recomenda "manter as chaves sempre às mãos".
"Alguns dos incidentes atendidos pelos bombeiros poderiam ser prevenidos com um pouco de bom senso", diz Brown.
Os bombeiros também atenderam nove casos de homens com anéis presos no pênis nos últimos três anos.

Novas cédulas de R$ 2 e de R$ 5 terão camada protetora contra sujeira.

Novas cédulas de R$ 2 e de R$ 5 terão camada protetora contra sujeira

Do UOL

As novas cédulas de R$ 2 e de R$ 5, que entraram em circulação nesta segunda-feira (29), terão uma camada protetora contra sujeira, disse o diretor de Administração do Banco Central (BC), Altamir Lopes. A proteção tem como objetivo impedir o desgaste rápido das cédulas, que são as mais manuseadas, por serem de baixo valor.
As novas cédulas fazem parte da Segunda Família de Cédulas do Real.

VEJA AS NOVAS NOTAS DE R$ 2 E R$ 5



As novas cédulas trazem elementos adicionais de segurança, como número escondido, marca-d'água e alto-relevo.
O número escondido – numeral com o valor da nota – fica visível quando a cédula é colocada na posição horizontal, na altura dos olhos, em local com bastante luz. A marca-d'água revela o valor da nota e a imagem do respectivo animal: a tartaruga marinha, na nota de R$ 2, e a garça, na de R$ 5. O alto-relevo pode ser sentido pelo tato em diversas áreas da parte da frente das cédulas.
De acordo com comunicado do Departamento do Meio Circulante, as notas de R$ 2 mantém o padrão de cor predominante azul, mas terá novas dimensões. A nota de cinco segue com o tom predominante lilás e passa a apresentar um tamanho diferente do atual.



Segunda família do Real


Em julho de 2012, entraram em circulação as notas de R$ 10 e R$ 20, que devem ser completamente trocadas até meados de 2014. As primeiras cédulas da nova família a entrar em circulação foram as de R$ 50 e R$ 100.
De acordo com Lopes, a substituição das cédulas antigas está mais adiantada nas notas de maior valor, cujas novas versões saíram há três anos. Segundo o diretor do BC, 71,3% das cédulas de R$ 100 e 63,8% das de R$ 50 foram trocadas. Quanto às notas de R$ 20 e de R$ 10, já foram substituídas 31,3% e 36,9%, respectivamente.
O Banco Central esclarece, ainda, que as notas antigas não perderão valor. Elas serão substituídas gradualmente no dia a dia, conforme forem tiradas de circulação por causa do desgaste natural.
(Com Agência Brasil e Valor)

Cientistas dizem estar perto de criar exame de sangue para Alzheimer.

Cientistas dizem estar perto de criar exame de sangue para Alzheimer

Nova técnica mostra diferenças entre minúsculos fragmentos de material genético que flutuam no sangue.

Da BBC

 
Pesquisadores dizem estar perto de identificar
Alzheimer com exame de sangue (Foto: Getty/BBC)
Pesquisadores dizem estar perto de identificar Alzheimer com exame de sangue (Foto: Getty/BBC) Cientistas alemães afirmam que acreditam estar próximos de criar um novo exame de sangue para diagnosticar o Mal de Alzheimer.
Ainda não há um exame definitivo para a doença, e os médicos atualmente contam apenas com testes de cognição e exames de imagens do cérebro para identificar o problema.
Um dos grandes desafios relacionados à doença é identicar novas formas de conseguir um diagnóstico precoce.
Com isso, espera-se que, no futuro, talvez até anos antes dos primeiros sintomas, os tratamentos possam começar antes que grandes partes do cérebro sejam comprometidas. Mas, para isso, novos exames serão necessários.
A nova técnica, divulgada na revista especializada "Genome Biology", apontou diferenças nos minúsculos fragmentos de material genético flutuando no sangue que poderiam ser usados para identificar pacientes com a doença.
Até o momento, apenas 202 pessoas passaram por este exame, mas a precisão neste grupo foi de 93%.


Níveis diferentes

A equipe da Universidade de Saarland, na Alemanha, analisou 140 microRNAs fragmentos de código genético em pacientes com Alzheimer e em pessoas saudáveis.
Eles encontraram 12 microRNAs no sangue que estavam presentes em níveis diferentes nas pessoas que tinham Alzheimer. Estas amostras se transformaram na base do exame.
Os primeiros testes do exame mostraram que ele "conseguiu diferenciar com grande precisão de diagnóstico os pacientes com Alzheimer e as pessoas saudáveis".
No entanto, mais pesquisas são necessárias para melhorar a precisão do exame e verificar se é possível usá-lo em hospitais.
Eric Karran, de uma organização de caridade britânica especializada em Alzheimer, a Alzheimer Research UK, afirmou que o exame dos cientistas alemães pode representar uma nova abordagem para estudar as mudanças no sangue de pacientes com a doença e também indica que o microRNA tenha influência nos quadros de Alzheimer.
No entanto, para Karran, ainda serão necessários alguns anos para se chegar ao ponto de diagnosticar a doença com um simples exame de sangue.
"Um exame de sangue para ajudar a detectar o Alzheimer pode ser uma adição útil ao arsenal de diagnóstico de um médico, mas este exame deve ser muito bem corroborado antes de ser considerado para o uso."
"Precisamos ver se essas descobertas são confirmadas em amostras maiores, e é preciso mais trabalho para melhorar a habilidade do exame de diferenciar Alzheimer de outras doenças neurológicas", acrescentou.

Caixão 'misterioso' é aberto no Reino Unido e contém mais um caixão.

Caixão 'misterioso' é aberto no Reino Unido e contém mais um caixão

Corpo foi enterrado no século 14, perto de onde depois ficou rei Ricardo III.
Cientistas acreditam que morto teria sido um frade franciscano ou cavaleiro.

Do G1

Caixão de chumbo achado dentro de caixão de pedra em Leicester deve conter frade ou cavaleiro (Foto: Universidade de Leicester) 
Caixão de chumbo achado dentro de outro caixão de pedra, maior, deve conter corpo de um frade franciscano ou de um cavaleiro medieval, acreditam arqueólogos do Reino Unido 
(Foto: Universidade de Leicester)


Um caixão de chumbo dentro de outro maior, de pedra, foi o que os arqueólogos da Universidade de Leicester, no Reino Unido, encontraram ao abrir a tampa de metal da sepultura do século 14 localizada perto do corpo do rei Ricardo III, morto no século 15 e exumado de um estacionamento da cidade em setembro de 2012.
A tampa de chumbo do caixão maior – que tem 2,12 metros de comprimento, por 30 cm de altura, por 60 cm de largura na altura da cabeça e 30 cm de largura na altura dos pés – precisou de oito pessoas para ser retirada. Ela revelou por dentro um caixão quase intacto, exceto por um buraco em uma das extremidades, por meio da qual é possível ver os pés de alguém.
Esse alguém, segundo os cientistas, poderia ser um dos chefes da Ordem Franciscana na Inglaterra (o religioso Peter Swynsfeld, que morreu em 1272, ou o frade William de Nottingham, que morreu em 1330), ou ainda um cavaleiro medieval chamado Mutton, que foi prefeito de Leicester e seria, na verdade, Sir William de Moton de Peckleton, que morreu entre 1356 e 1362.
Ainda de acordo com os estudiosos, que estão nesse novo trabalho há um mês, o sepultamento provavelmente foi de uma pessoa de grande status. Nenhuma inscrição foi vista na tampa do caixão, mas há uma cruz soldada no metal.
"Ninguém da equipe já tinha escavado um caixão de pedra intacto antes, muito menos um caixão de chumbo e, para mim, foi tão emocionante como encontrar Ricardo III", disse no blog da universidade o arqueólogo e diretor do trabalho de campo Mathew Morris.
Séculos antes de o lugar abrigar um estacionamento, funcionava no local o mosteiro de Greyfriars. Agora – com as atuais escavações e a descoberta de um pedaço de piso bem preservado, restos de cerâmica, metais, vidros e corpos humanos, que serão limpos, catalogados e analisados –, os arqueólogos têm uma ideia melhor sobre a disposição do antigo edifício (que seria uma igreja, capela ou um prédio ligado ao mosteiro) e de que forma o túmulo de Ricardo III se encaixava dentro do coro. Apesar disso, eles ainda não acharam evidências da nave principal, que parece ter sido completamente destruída.
O caixão de pedra calcária – considerado incomum, por ser o único de pedra encontrado totalmente intacto – foi desencavado na mesma época que o esqueleto de Ricardo III. Mas, como estudar o monarca era prioridade, o objeto não pôde ser avaliado antes.


Visão longitudinal do novo caixão encontrado em estacionamento (Foto: Universidade de Leicester) 
Visão longitudinal do caixão menor, de onde é possível ver os pés do morto 
(Foto: Universidade de Leicester)
 
Oito pessoas foram necessárias para remover tampa de metal do caixão maior (Foto: Universidade de Leicester) 
Oito pessoas ajudaram a remover a tampa de chumbo do caixão maior 
(Foto: Universidade de Leicester)
 
Visão geral do sítio arqueológico, localizado no subsolo de estacionamento (Foto: Universidade de Leicester) 
Visão geral do sítio arqueológico, localizado no subsolo de estacionamento 
(Foto: Universidade de Leicester)