quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Na hora do sim: para casar na igreja, agora é preciso se adequar a regras.

Na hora do sim: para casar na igreja, agora é preciso se adequar a regras

Na diocese de Guaxupé, 25 regras restringem cerimônias de casamento.
Menos flores, menos padrinhos e músicas nacionais são alguns dos itens.

Do G1
Quem nunca sonhou com aquele momento especial do casamento, e imaginou cada detalhe da cerimônia do jeito que sempre quis: flores, músicas, vestido? Porém, para quem sonha em casar na igreja, agora vai ter que organizar o sonho de acordo com algumas regrinhas. A realização do matrimônio na maioria das paróquias tem algumas restrições, que devem ser respeitadas na hora de montar o cenário para dizer o sim.
Nas paróquias que fazem parte da diocese de Guaxupé (MG), são 25 itens, mas quatro entre eles são mais polêmicos entre os noivos. De acordo com as orientações da diocese, a decoração deve ser discreta, com flores naturais que podem ser colocadas apenas no altar. O número de padrinhos agora é limitado a oito casais para cada noivo.
No altar, é permitida somente a entrada de uma florista, uma daminha e um pajem para levar as alianças. Aquela música que marcou o começo do namoro? Depende. Não serão mais permitidas músicas internacionais. As paróquias vão sugerir um repertório adequado para a cerimônia.
Para o organizador de casamentos Junior Garcia, as mudanças propostas pela diocese não devem prejudicar os negócios, mas pra isso, ele vai ter que adaptar todo o serviço. "Já não podendo usar tanta coisa na cerimônia, vamos ter que usar mais decoração no salão", comenta ele.
Cada paróquia faz uma orientação específica para os noivos e as regras estão valendo desde o dia 8 de dezembro de 2012. Em muitas igrejas, as determinações começaram a ser aplicadas aos noivos que marcaram o casamento a partir desta data.


Cerimônia em igrejas agora tem que respeitar regras na maioria das paróquias (Foto: Reprodução EPTV) 
Cerimônia em igrejas agora tem que respeitar regras na maioria das paróquias 
(Foto: Reprodução EPTV)
 
 
Débora Figueiredo Menezes e Matheus Augusto Thomaz vão se casar em maio. Como haviam marcado a cerimônia com mais de um ano de antecedência, bem antes da publicação da diocese, eles ainda podem realizar o casamento com algumas exceções à regra. "Por conta da decoração, no planejamento financeiro ajuda muito, mas eu acredito que o casamento tem que ser com tudo que a gente sonhou e que tem direito, então ainda bem que eu marquei antes (risos)", comenta a noiva Débora.
O padre Carlos Pereira é pároco em Poços de Caldas (MG) e foi um dos padres que colaborou com a elaboração das novas regras. Segundo ele, os critérios para a celebração do casamento se tornaram necessários. "Foram necessários em função dos abusos de quem procurava a igreja para a celebração. Foi um processo amplo, que começou em 2008. Então chegamos a um consenso: aquela música que o casal se conheceu, internacional, às vezes os noivos não sabem nem a tradução, é imprópria para a vivência do sacramento do matrimônio", afirma o padre.
Apesar disso, ele destaca a importância de se chegar a um consenso entre o casal e a igreja. " Com um bom diálogo entre o que a igreja pede e o que os noivos desejam, é possível uma conciliação entre as partes", completa padre Pereira.

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